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Você já ouviu falar em fisioterapia aquática?
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A Fisioterapia Aquática, conhecida por Hidroterapia, é uma técnica da fisioterapia que utiliza os efeitos fisiológicos e cinesiológicos que uma piscina pode oferecer, auxiliando assim na reabilitação ou prevenção de alterações funcionais, além da promoção da saúde (Candeloro e Caromano – 2006).
Deste modo, a Fisioterapia Aquática através do uso da piscina terapêutica em uma temperatura ideal, para este fim com parâmetros de medidas, profundidade, temperatura e ambiente externo, oferece um ambiente próprio para a prática dos exercícios, gerando o alívio a dor e espasmos musculares, assim como melhorar o suprimento sanguíneo, equilíbrio, coordenação e postura (Almeida; Netto; Vinhas, 2006; McNeal, 2000).
Os benefícios da imersão, cientificamente comprovados, são proporcionados por meio das alterações fisiológicas que ocorrem pelas propriedades físicas da água, sendo descritas como principais: a pressão hidrostática, a flutuação, a densidade relativa e a temperatura.
Uma sessão de Fisioterapia Aquática é composta de várias fases de tratamento Foto: Sakhorn/Fotolia
Uma sessão de Fisioterapia Aquática é composta de várias fases de tratamento, envolvendo, principalmente, aquecimento, alongamento, exercícios específicos e relaxamento. Essa área de atuação da fisioterapia vem conquistando espaço a cada dia, proporcionando uma uma intervenção não farmacológica e não invasiva para os pacientes.
Conheça um pouco mais sobre as indicações e contraindicações, assim como os principais benefícios dessa modalidade de tratamento.
Método de Bad Ragaz
A filosofia desse método é usada internacionalmente para reeducação e fortalecimento musculares, tração ou alongamento da coluna vertebral, relaxamento e inibição do tônus muscular aumentado. É um método versátil e pode ser adaptado a pacientes neurológicos, ortopédicos e reumatológicos, os objetivos de tratamento visam buscar a funcionalidade corporal.
Método Halliwick
Sua filosofia é de natureza recreativa e enfatiza a independência para nadar aos portadores de necessidades especiais, através de suas habilidades em meio líquido e não de suas dificuldades em solo.
Estágio 1 – Ajuste mental: é a adaptação para entrar na água e acostumar-se ao meio líquido e a seus efeitos físicos.
Estágio 2 – Controle do equilíbrio: ajuda a melhorar a mobilidade e a estabilidade da coluna vertebral.
Estágio 3 – Inibição: equilíbrio estático, o paciente deve manter-se numa posição, evitando movimentos amplos de extremidades.
Estágio 4 – Facilitação: o paciente desliza na superfície realizando flexo-extensão contínua dos punhos submersos (como o movimento do rabo de um peixe), simetricamente e junto dos quadris.
Método Watsu
Foi criado a partir do emprego de alongamentos e movimentos do zen shiatsuem pessoas flutuando em água morna. É composto de movimentos sequenciais e contínuos, tendo início na parede da piscina, considerada como âncora tátil e referência ao paciente, ao retornar no final da sessão.
Na filosofia do método, o corpo encontra, na água, a liberdade perdida pela alma, e a exploração contínua dessa liberdade é dada através do Watsu,
Indicação da Fisioterapia Aquática
Essa modalidade de terapia é indicada para as seguintes afecções
– Neurológicas;
– Reumatológicas;
– Traumato-ortopédicas;
– Pneumológicas;
– Na cardiologia;
– Ginecologia e obstetrícia;
– Pediatria;
– Gerontologia;
– Estados de ansiedade emocional, depressão ou estresse.
Os benefícios da imersão são proporcionados por meio das alterações fisiológicas que ocorrem pelas propriedades físicas da água.
Suas CONTRAINDICAÇÕES são poucas, sendo relativas ou absolutas, e envolvem:
– Doenças de pele;
– Estados críticos de saúde geral;
– Infecções agudas ou crônicas;
– Febre;
– Crises de epilepsia sem controle;
– Intolerância ao cloro;
– Medo da água, e outras.
Listamos alguns dos principais benefícios do tratamento:
– Promove o relaxamento muscular;
– Facilita o movimento articular promovendo a manutenção e/ou restauração da amplitude de movimento;
– Aumenta a circulação periférica;
– Redução de edema;
– Redução da espasticidade
– Melhora a musculatura respiratória;
– Reduz a atuação da forca gravitacional;
– Melhora a autoconfiança do paciente;
– Facilita a marcha;
– Melhora funcional do equilíbrio, locomoção e coordenação
(Degani,1998)
Conclusão
É comprovado a melhora do tratamento fisioterapêutico que a terapia aquática proporciona para o paciente, isso se dá devido uma base solida de trabalhos científicos produzidos na área. Portanto, além de realizar todos os procedimentos com base científica, ela permite o tratamento de diversas disfunções do organismo, associando o bem-estar físico e emocional dos pacientes.
O ideal sempre é ser atendido por um profissional especializado que tem o conhecimento das técnicas modernas e atualizadas de Fisioterapia aquática. Para saber mais procure um Fisioterapeuta!
Fonte: http://www.webrun.com.br/entenda-fisioterapia-aquatica/
