12/06/2025

Sinalização padronizada em piscinas fortalece a prevenção de acidentes


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Material da SOBRASA traz orientações sobre uso correto de placas e bandeiras para segurança em áreas aquáticas públicas e privadas

 
 

Com o objetivo de reduzir acidentes e promover a educação preventiva em ambientes aquáticos, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) consolidou uma proposta nacional de sinalização de segurança voltada a praias, rios, lagos, represas e, especialmente, piscinas e parques aquáticos. O material tem como base normas internacionais da ILS (Federação Internacional de Salvamento Aquático) e diretrizes da ISO (International Organization for Standardization), além das práticas adotadas por especialistas em diferentes regiões do país.

A proposta visa padronizar a comunicação visual nos espaços com água, permitindo ao banhista reconhecer rapidamente mensagens de alerta, orientação e proibição — mesmo em locais onde a linguagem falada seja uma barreira, como no caso de turistas.

Piscinas e parques aquáticos: foco na visibilidade e orientação

No caso das piscinas, a recomendação é que placas educativas sejam instaladas em locais de fácil acesso e grande circulação, como entradas das áreas aquáticas e postos de guarda-vidas. O conteúdo das placas deve abordar tópicos como medidas preventivasde emergência e regras de segurança para usuários.

As placas devem seguir especificações técnicas para garantir durabilidade e resistência climática: material anticorrosivo com espessura mínima de 3 mm, aplicação de película vinílica e fixação por parafusos de aço inox com porcas autotravantes. A instalação pode ser feita em mastros de madeira ou metal, com altura mínima de 70 cm do solo

Códigos visuais ajudam a prevenir riscos

As sinalizações utilizam um sistema de cores e formas para comunicar o nível de risco:

Verde: indica prevenção, como zonas seguras para o banho.

Amarelo: alerta para possíveis riscos, como piso escorregadio.

Vermelho: indica perigo iminente, como uso proibido da piscina.

 

Esse padrão visual visa facilitar a compreensão imediata por crianças, idosos ou qualquer pessoa com dificuldade de leitura.

Recomendações para instalação e manutenção

A SOBRASA recomenda que as placas sejam posicionadas entre 2 e 3 metros de altura, em locais de ampla visibilidade, e que estejam sempre em bom estado de conservação. É importante que cada ponto da área aquática tenha uma identificação clara — como numeração ou nome da piscina — para facilitar o atendimento em casos de emergência.

Além das placas, o manual propõe o uso de elementos educativos interativos, como totens com silhuetas humanas vazadas para fotos, incentivando a difusão das mensagens de segurança em redes sociais.

A importância da padronização

Segundo o documento, a uniformização da sinalização em ambientes aquáticos:

  • Facilita a educação preventiva em todo o território nacional;
  • Reduz o risco de afogamentos e acidentes por desconhecimento das regras locais;
  • Oferece respaldo técnico e jurídico aos gestores das áreas de lazer;
  • Gera economia aos serviços de salvamento por evitar confecção de placas com informações divergentes.

Educação permanente e vigilância ativa

A ANAPP reforça que a sinalização não substitui a presença de guarda-vidas, mas atua como aliada em um sistema integrado de prevenção, educação e resposta a emergências. A orientação é para que os gestores locais adotem esse padrão e ajustem a comunicação conforme o risco e perfil dos usuários.

A sinalização é, portanto, um passo essencial para transformar a experiência do lazer aquático em uma atividade mais segura, inclusiva e consciente.

Saiba mais: Clique aqui para baixar o PDF Sobrasa.

 

Fonte: https://sobrasa.org/