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Piscinas com paisagismo integrado: o encontro perfeito entre natureza e arquitetura
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Como unir estética e conforto em projetos que trazem o frescor da natureza sem sair da cidade, ao passo que mantêm a funcionalidade, respeitando as exigências técnicas de construção
Ter um espaço de lazer que transmite a sensação de estar em meio à natureza, mesmo no coração da cidade, é um desejo cada vez mais presente nos projetos residenciais e comerciais. E no universo das piscinas isso não é diferente, o paisagismo integrado surge como uma solução capaz de equilibrar o ambiente natural e o construído, entregando harmonia visual, conforto e funcionalidade.
De acordo com Roger Ícaro Teodoro Krieger, arquiteto principal na Roger Krieger Arquitetura, “a ideia do paisagismo integrativo é utilizar o máximo possível de materiais naturais ou próximos deste estado”. O conceito vai além da estética: ele busca criar uma experiência sensorial completa, onde o usuário se sinta em um refúgio tranquilo — ainda que dentro da própria casa.
Estética e técnica caminham lado a lado
Para que o resultado una beleza e durabilidade, o projeto deve ser pensado de forma completa desde o início. Isso inclui desde a escolha dos materiais até o posicionamento de cada elemento paisagístico.
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O paisagismo precisa ser pensado não apenas para compor o visual, mas também para preservar a funcionalidade da piscina |
Na parte construtiva, Krieger explica que o granito jateado é uma das melhores opções de piso para a área da piscina, por unir alta resistência e baixa manutenção. Já para o revestimento interno, a Pedra Hijau nacional ganha destaque por sua textura natural e durabilidade — características que reforçam a proposta de integração com o ambiente.
Mas o cuidado não se limita aos materiais. O arquiteto ressalta a importância do planejamento do paisagismo, especialmente na escolha e no posicionamento da vegetação. “Quando posicionadas muito próximas ao tanque, as árvores podem causar problemas estruturais, infiltrações e até aumentar o consumo energético devido à falta de insolação”, explica.
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Roger Ícaro Teodoro Krieger é o arquiteto principal na Roger Krieger Arquitetura |
Piscinas constantemente sombreadas tendem a manter temperaturas mais baixas — entre 18°C e 20°C, em média —, o que torna o uso menos confortável e pode exigir sistemas de aquecimento. Por isso, o paisagismo precisa ser pensado não apenas para compor o visual, mas também para preservar a funcionalidade da piscina.
Entre as espécies indicadas, Krieger recomenda:
Forrações: plantas com baixa queda de folhas, como Cordilínea e Agaves;
Árvores: opções que causem menos impacto na água, como Yasmim Manga e Pata-de-Elefante.
Manutenção e cuidados constantes
Depois de concluído o projeto, o desafio passa a ser a manutenção. Em piscinas com paisagismo integrado, o controle da matéria orgânica — como folhas e flores — é essencial para garantir a qualidade da água e a durabilidade das estruturas.
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Pontos como o posicionamento das plantas são vitais não apenas esteticamente, mas também para evitar problemas estruturais |
Segundo Krieger, quando o projeto é bem planejado, considerando a distância adequada das plantas e seu comportamento ao longo das estações, a manutenção se torna simples e previsível. Ainda assim, ele reforça a necessidade de manutenções preventivas e corretivas, sempre conduzidas por profissionais especializados e com o uso dos produtos adequados, destaca.
Dessa forma, é possível preservar a beleza do ambiente sem comprometer a eficiência dos sistemas hidráulicos e de filtragem, mantendo a piscina pronta para uso o ano todo.
Quando cada detalhe é pensado de forma harmônica — desde os materiais até a vegetação —, o resultado é um espaço de lazer duradouro, sustentável e com identidade única. Assim, a piscina deixa de ser apenas um local de descanso e se transforma em um verdadeiro símbolo de conexão entre o urbano e o natural.
Fonte: Revista ANAPP Edição 183
