18/09/2025

Conheça o Teste de Nível de Conhecimento Preventivo de Afogamento para salvar vidas


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Especialista fala sobre a importância de ensinar conceitos da prevenção contra afogamentos para o público infantil, além de desenvolver suas competências com base em atitudes de segurança

Prof. Marcelo Barros em aula

Segurança é a palavra-chave quando o assunto é diversão em ambientes aquáticos. E por mais que exista uma ampla variedade de medidas e acessórios criados especialmente para reduzir a possibilidade de acidentes e afogamentos, esse tipo de risco é uma realidade à qual todos devem estar atentos e preparados desde a infância. Para além da presença de um guarda-vidas e elementos como boias, cercas de proteção e ralos antiaprisionamento, oferecer às crianças o conhecimento necessário para prevenir situações de emergência pode fazer toda a diferença.

O Dr. Marcelo Barros de Vasconcellos, Professor Associado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e coordenador do projeto Natação+Segura, destaca a importância de oferecer a devida educação sobre segurança aquática para crianças, de forma que, além de simplesmente aprender a nadar, elas alcancem habilidades essenciais para a prevenção de afogamentos.

Desenvolvimento de competências auxilia na segurança

O profissional explica que, para salvar vidas, é fundamental que as escolas de natação utilizem o ensino por competência, para que os alunos – especialmente crianças – obtenham a capacidade de utilização prática daquilo que estão aprendendo. “O que compõe a perfeita execução de uma competência é a união de conhecimento, habilidades e atitudes. Logo, o ensinamento acerca da prevenção deve começar fora d’água e ser mantido na água com conteúdos pedagógicos que incluem conceito, procedimento e atitudes”, afirma.

De maneira a identificar o Nível de Conhecimento Preventivo de Afogamento (NCPA), em 2022 a Universidade do Estado do Rio de Janeiro desenvolveu o Teste de NCPA, um questionário estruturado e dividido em três partes para avaliar se um indivíduo obtém conhecimento preventivo muito fraco (0-2 pontos), fraco (3-4 pontos), regular (5-6 pontos), bom (7-8 pontos) ou excelente (9-10 pontos). Para ter acesso ao teste, clique aqui

A partir dos resultados obtidos com o teste, Vasconcellos explica que é possível tomar atitudes relacionadas à intervenção preventiva, de forma que, a partir da devida avaliação diagnóstica, os professores de natação aprofundem os ensinamentos acerca dos perigos em ambientes aquáticos, incluindo como nadar em correntezas e ondas, flutuar vestido, entre outras medidas que podem salvar vidas.

“Os resultados do teste podem indicar a necessidade de abordar o conceito de palavras relacionadas à prevenção e seus antônimos, como “liberado” está para acesso livre, “proibido” está para acesso não permitido, “raso” está para profundidade abaixo do umbigo, e “profundo” está para local muito fundo no qual não é possível apoiar os pés no chão”, explica. O significado das cores das bandeiras também deve ser devidamente ensinado para que o público infantil aprenda a discernir o grau de perigo, tanto em piscinas quanto em praias, rios, represas e lagos.

Crianças devem ser conscientizadas sobre medidas de prevenção

Já com relação à terceira parte do teste, é possível ensinar os alunos a respeitarem o convívio e a segurança dos ambientes aquáticos reforçando as normas, posturas, valores e atitudes a respeito das regras de utilização. Para além da identificação de placas e cores das bandeiras, as crianças devem ser conscientizadas sobre práticas como não empurrar, não entrar no mar agitado, evitar saltos ao entrar nas piscinas, entre outras medidas de prevenção.

Por fim, Vasconcellos afirma que o conhecimento da cultura da prevenção a acidentes em meios aquáticos deve ser ampliado para além das aulas de natação, sendo também uma responsabilidade atribuída a todos os indivíduos que participam da vida das crianças, sejam eles familiares, professores e amigos, ajudando assim a criar uma rede de prevenção e conscientização que pode ser aproveitada por toda a vida.

 

Fonte: Revista ANAPP 182