26/02/2026

Como será a piscinas olímpica de Los Angeles 2028


Compartilhe:

Foto: Divulgação - Ilustração da piscina do Jogos Olímpicos de LA 2028

As piscinas olímpicas são o coração dos Jogos quando o assunto é desempenho, emoção e recordes históricos. Para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, os Estados Unidos prometem manter a tradição de transformar as arenas aquáticas em verdadeiros laboratórios de alta performance, unindo engenharia, tecnologia, sustentabilidade e legado urbano.

Muito além de simples estruturas esportivas, as piscinas olímpicas seguem padrões rigorosos da World Aquatics (antiga FINA) e são projetadas para extrair o máximo rendimento dos atletas, ao mesmo tempo em que deixam um legado para a população após o encerramento dos Jogos.

Foto: Logomarca da World Aquatics 

Padrão olímpico: o que define uma piscina de nível mundial

As piscinas utilizadas em competições olímpicas obedecem a critérios técnicos internacionais que garantem igualdade de condições e máxima performance:

  • Comprimento: 50 metros

  • Largura: 25 metros

  • Profundidade mínima: 2 metros (em competições olímpicas, geralmente 3 metros para reduzir turbulência)

  • Número de raias: 10 (as 8 centrais são utilizadas nas finais)

  • Capacidade média: cerca de 2,5 milhões de litros de água

  • Temperatura da água: entre 25°C e 28°C

  • Borda infinita e calhas de absorção de ondas para reduzir o retorno das ondulações

  • Sistemas de filtração de alta vazão e tratamento químico rigoroso para garantir transparência, conforto e segurança sanitária

Essas características transformam a piscina em um ambiente tecnicamente “rápido”, reduzindo resistência da água e favorecendo tempos mais baixos.

Los Angeles 2028: tecnologia e legado no centro do projeto

Foto: Logomarca dos Jogos Olímpicos de LA 2028

Os organizadores de LA28 planejam utilizar arenas já existentes e estruturas temporárias de alto padrão, priorizando a reutilização e a desmontagem pós-evento. A proposta é reduzir impactos ambientais e ampliar o legado esportivo para comunidades locais.

Assim como ocorreu no Rio 2016 e em Paris 2024, a expectativa é que parte das estruturas aquáticas seja montável, permitindo que as piscinas sejam realocadas posteriormente para centros esportivos, escolas e parques públicos.

Além disso, os projetos para 2028 incluem:

  • Sistemas de reuso e economia de água

  • Equipamentos de filtração de alta eficiência energética

  • Iluminação cênica e tecnologia de transmissão para TV em alta definição

  • Arquibancadas temporárias com conforto térmico e acústico

  • Ambientes de apoio para atletas com áreas de recuperação e fisioterapia integradas

Piscinas olímpicas que marcaram a história

Foto: olympic-flag

Ao longo das últimas décadas, algumas arenas aquáticas se tornaram verdadeiros ícones da arquitetura e do esporte:

  • Paris 2024 – Arena La Défense

Piscina temporária montada dentro de um estádio de rugby, com estrutura modular e alto índice de reaproveitamento dos materiais.

Foto: Swimming pool Paris La Défense Arena

  • Tóquio 2020 – Centro Aquático de Tóquio

Projeto focado em tecnologia, eficiência energética e sustentabilidade.

Foto: Tokyo Aquatics Centre

  • Rio 2016 – Estádio Aquático Olímpico

Piscina desmontável que virou legado esportivo no Parque Oeste, no Rio de Janeiro.

Foto: Estádio Aquático Olímpico Rio Maria-Lenk

  • Londres 2012 – London Aquatics Centre

Projeto de Zaha Hadid, com arquitetura em forma de onda e estrutura permanente para uso público.

Foto: London Aquatics Centre

  • Pequim 2008 – Cubo d’Água

Um dos centros aquáticos mais icônicos do mundo, com fachada de ETFE que simula bolhas de sabão.

Foto: Centro Aquático Nacional de Pequim Cubo d’Água

  • Munique 1972 – Olympia-Schwimmhalle

Estrutura com cobertura translúcida e iluminação natural, marcando uma virada arquitetônica nos centros aquáticos.

Foto: 1972 Olympia München Olympia-Gelände Schwimmhalle innen06

Curiosidades técnicas das piscinas olímpicas

  • As raias centrais (4 e 5) são consideradas “mais rápidas” por sofrerem menos interferência das ondas laterais

  • Piscinas olímpicas modernas utilizam calhas laterais profundas para absorção de ondas

  • A primeira piscina olímpica no padrão de 50 metros surgiu nos Jogos de Paris em 1924

  • A partir de Barcelona 1992, as piscinas passaram a ser predominantemente indoor para controle climático e de iluminação

  • Sistemas de circulação são projetados para manter a água homogênea em temperatura e qualidade em toda a piscina

Manutenção e operação: o trabalho invisível por trás dos recordes

Manter uma piscina olímpica em padrão internacional exige operação técnica altamente especializada:

  • Monitoramento contínuo de pH, cloro livre, alcalinidade e turbidez

  • Sistemas de filtração dimensionados para volumes gigantescos

  • Troca e reposição parcial de água para manter qualidade sanitária

  • Limpeza mecânica diária do fundo e das bordas

  • Equipes técnicas 24h durante o período dos Jogos

  • Protocolos de segurança elétrica, estrutural e sanitária

 

Cada detalhe interfere diretamente no desempenho dos atletas e na segurança do público.

 

Muito além da competição: piscinas como legado urbano

Os Jogos Olímpicos deixaram de ser apenas eventos esportivos para se tornarem ferramentas de transformação urbana. Em LA28, a proposta é clara: criar estruturas que continuem atendendo comunidades, clubes, projetos sociais e centros de treinamento após o encerramento do evento.

 

Piscinas olímpicas bem planejadas se transformam em:

  • Centros de formação de atletas

  • Espaços para projetos de inclusão social

  • Ambientes de lazer público

  • Infraestrutura esportiva permanente para cidades

 

Fontes:

Fontes oficiais e técnicas utilizadas

1.World Aquatics (antiga FINA)

Regulamentos oficiais de piscinas olímpicas, com regras técnicas sobre dimensões, profundidade, raias, temperatura da água e padrões de competição.

https://www.worldaquatics.com

https://www.worldaquatics.com/rules

2.Comitê Olímpico Internacional (COI / IOC)

Informações institucionais sobre arenas olímpicas, padrões de competição e legado dos Jogos Olímpicos.

https://olympics.com

https://olympics.com/en/olympic-games/los-angeles-2028

3.LA28 – Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028

Dados oficiais sobre os locais de competição, planejamento das estruturas esportivas, uso de arenas temporárias e legado urbano dos Jogos de 2028.

https://la28.org

4.ArchDaily

Referências técnicas e arquitetônicas de arenas aquáticas olímpicas, com projetos e análises de centros aquáticos de edições anteriores dos Jogos Olímpicos.

https://www.archdaily.com

Exemplos de arenas com cobertura no portal:

  • London Aquatics Centre

  • Tokyo Aquatics Centre

  • Estádio Aquático do Rio 2016

  • Centro Aquático Nacional de Pequim 2008 (Cubo d’Água)

 

5.Comitês organizadores dos Jogos Olímpicos anteriores

Informações institucionais e técnicas sobre estruturas, legado e operação das arenas aquáticas:

Rio 2016: https://olympics.com/pt/rio-2016

Tóquio 2020: https://olympics.com/pt/tokyo-2020

Paris 2024: https://olympics.com/pt/paris-2024

6.Publicações técnicas e materiais institucionais do setor aquático

Relatórios de engenharia esportiva, documentos técnicos de centros aquáticos internacionais e padrões de projeto e operação adotados em arenas homologadas pela World Aquatics.

 

Transparência editorial

 

A matéria foi produzida em formato jornalístico original, com base em:

  • Normas oficiais da World Aquatics

  • Documentos institucionais do Comitê Olímpico Internacional e do comitê organizador LA28

  • Fontes arquitetônicas e técnicas especializadas, como o portal ArchDaily e materiais oficiais das arenas olímpicas

 

O conteúdo não reproduz textos de uma única fonte específica, sendo resultado do cruzamento de informações técnicas, institucionais e históricas do setor esportivo e aquático.