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Combate aos afogamentos
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A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a data de 25 de julho como o Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento
Em 28 de agosto de 2021 a Assembleia Geral das Nações Unidas deu um gande passo no que diz respeito à segurança de toda a população mundial. Sob o slogan ‘Qualquer um pode se afogar, mas ninguém deveria’, uma resolução histórica foi adotada para promover e estimular ações multissensoriais em prol da prevenção global de afogamento, o que tem tudo a ver com o setor de piscinas.
Na última década, essa foi a causa de mais de 2,5 milhões de mortes evitáveis e continua entre as principais causas de mortes acidentais em todo o mundo. E apesar de se tratar de um problema de saúde e segurança públicas, pouquíssimas ações são adotadas pelas instituições governamentais e pela população geral para evitar esse tipo de acidente.
Além de estabelecer uma data específica para conscientizar as pessoas sobre a importância das ações preventivas, a ONU chama a atenção de governos, instituições e empresas de todo o mundo para adotar práticas e ações a fim de reduzir os números de afogamentos em escala global, além de reconhecer quem já adota esse tipo de prática.
AÇÕES NACIONAIS
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Salvamentos Aquáticos (Sobrasa), atua desde 1995 como órgão de convergência na prevenção de acidentes no meio aquático. Recentemente, a Sociedade foi reconhecida pela ONU como órgão oficial de prevenção em território brasileiro. Em uma live transmitida em 25 de julho, o primeiro Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento, a Sobrasa trouxe dados e informações sobre os casos que acontecem no Brasil.
A Sociedade aponta uma média de 15 mortes diárias entre brasileiros, sendo a maioria fora das regiões litorâneas. Ainda segundo esses dados, 47% das mortes ocorrem antes dos 29 anos de idade e a maior parte das vítimas são homens (sete vezes mais quando comparado ao público feminino). Além disso, a maioria dos afogamentos de crianças entre 4 e 12 anos ocorre em piscinas, principalmente pela sucção de partes do corpo e cabelos.
PREVENÇÃO
Também durante a transmissão, a equipe da Sobrasa apontou dois principais fatores que precisam ser levantados para educar a sociedade e ajudá-la a se proteger: conhecer os riscos e ter consciência de seus limites individuais no quesito competência aquática. Apesar de o afogamento ser uma das principais causas de morte entre crianças, existem casos de adultos com conhecimentos e técnicas de natação que também sofrem esse tipo de acidente.
Para quem tem piscina em casa, é essencial investir em cercas de proteção para crianças e bichos de estimação. Além disso, o processo de construção e instalação também têm normas de segurança que precisam ser seguidas, como é o caso dos ralos anti-sucção. E se você não tem piscina em casa mas tem o hábito de nadar, evite estruturas de desconhecidos se não tiver certeza de que elas possuem toda a segurança que você e a sua família precisam.
Já para os profissionais do setor de piscinas que querem se unir à Sobrasa e à Anapp no combate aos afogamentos, existem práticas que podem ser adotadas para levar mais informação aos seus consumidores, parceiros e colaboradores. Elas incluem a divulgação de materiais informativos nas redes sociais ou em eventos esportivos, seminários, oficinas, webinars e debates sobre o assunto, e até mesmo o lançamento de campanhas, conferências de imprensa e levantamento de dados sobre o tema para a publicação de pesquisas e estudos.
Lembre-se: lutar por uma piscina segura é dever de todos que atuam no nosso setor e a Anapp trabalhará para que esses dados alarmantes sejam cada vez menores. Junte-se a nós!
