Nosso blog
Aos 92 anos, nadador de SP transforma vitalidade em medalhas e boas histórias
Compartilhe:
Flávio Mota, de Bauru, mostra que a idade pode até passar — mas o fôlego, nem tanto.
Enquanto muita gente pensa em diminuir o ritmo depois dos 90, Flávio Mota prefere acelerar — ou melhor, nadar. Aos 92 anos, o bauruense é presença certa em competições de natação e acumula medalhas com a mesma naturalidade com que coleciona histórias. “A gente não tem aquela responsabilidade de ganhar. Mas enfim, vamos aproveitar a saúde que a gente ainda tem”, comenta, com a leveza de quem já entendeu que o verdadeiro ouro é continuar em movimento.
|
Flávio já competiu nacionalmente e em outros países, como Panamá, Argentina, Uruguai e Colômbia — Foto: Carlos Torrente/TV TEM |
Flávio é daqueles que não precisa anunciar grandes feitos — ele simplesmente chega em casa, no dia seguinte da competição, com mais uma medalha no pescoço. “Teve vezes que ele nem avisou que ia competir. Só apareceu com a medalha no peito. Naturalmente”, relatam, com bom humor, os filhos e netos. A família brinca que a convivência com ele é motivo de "disputa saudável": todos querem um pouco do tempo do nadador, que sempre foi o elo e exemplo para os três filhos e os netos.
Do Pan-Americano à piscina do clube
Entre as conquistas mais marcantes, o pódio no Pan-Americano na Colômbia tem lugar especial. “Perdi para um americano e fiquei em segundo. Para mim, foi a melhor. Muito bacana mesmo”, lembra, com brilho nos olhos. Competitivo? Nem tanto. Mas entusiasta? Sem dúvidas. Flávio participou de campeonatos no Brasil e também no Panamá, Argentina e Uruguai. Tudo isso enquanto mantinha o bom humor e o amor pela água intactos.
|
Foto: Esportes R7 |
Estilo de vida como medalha de ouro
Flávio também faz questão de manter a mente ativa e os hábitos em dia. Fala com firmeza sobre a importância do esporte, especialmente para os mais jovens, como uma ferramenta de saúde e proteção contra vícios: “Ajuda a evitar essas coisas ruins por aí, como cigarro e bebida”, defende.
A rotina ativa e o olhar sempre positivo são a receita pessoal de Flávio para atravessar o tempo com saúde — e com estilo. “Eu olho com saudade disso aí, porque eu nadei pra caramba, pelo jeito”, brinca, rindo de si mesmo e do volume de histórias que a água ainda tem para contar.
|
Foto: Site Panam Sports Organization |
Para quem convive com ele, Flávio é um exemplo não apenas pela performance esportiva, mas pela forma de viver: com leveza, cuidado com o corpo e com os outros, e uma boa dose de humor. “Desde pequeno, ele ensinou a gente a nadar. Sempre foi o primeiro a dar o exemplo”, conta um dos filhos.
Entre braçadas e boas risadas, o nadador de Bauru segue mostrando que o verdadeiro campeonato é viver bem — de preferência, dentro d’água. E, pelo jeito, Flávio ainda tem muitas raias para cruzar.
|
A convivência com o pai e avô é motivo de disputa saudável entre os familiares — Foto: Carlos Torrente/TV TEM |
Fonte: G1.globo.com
