30/12/2025

ANAPP, tratadores e empresas do setor criam comitê para formalizar procedimento operacional padrão


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Também conhecida como Projeto POP, a iniciativa visa criar e disponibilizar um manual de instruções aos profissionais que atuam no tratamento de piscinas

Desde 1990, a Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas (ANAPP) trabalha para promover o desenvolvimento e o fortalecimento do setor por meio da união de empresários e profissionais envolvidos no universo das piscinas. De normas para regulamentar práticas de segurança até cursos para capacitação de tratadores, a Associação atua na defesa dos interesses do segmento, que engloba fabricantes, lojistas, construtores, engenheiros, arquitetos, paisagistas, tratadores de piscina (piscineiros) e outros agentes fundamentais da cadeia produtiva.

O mais novo projeto da ANAPP em prol do setor de piscinas é a criação de um Comitê para formalizar o procedimento operacional padrão para tratadores de piscinas. O também chamado Projeto POP (Procedimento Operacional Padrão) deve funcionar, na prática, como um manual de instruções aos profissionais de piscinas – abordando assuntos do cotidiano do operador e do tratador de piscinas, como o uso e a obrigatoriedade dos EPIs (Equipamento de Proteção Individual), um passo a passo de como realizar a análise da instalação, primeiros socorros, e medidas de segurança do operador e do usuário.

Segundo João Marques, Gerente Administrativo da ANAPP, a entidade recebeu essa demanda diretamente dos profissionais tratadores. “Por tratar-se de uma atuação mais responsável e profissional, os indivíduos necessitam deste acompanhamento, planejamento e diretrizes. Nossa atuação é exatamente essa no setor de piscinas: promover o crescimento contínuo e responsável”, afirma.

Entre os principais motivos para a criação do Projeto POP está a busca pela uniformidade nas práticas de rotina dos tratadores, mas para os profissionais da área, esse pode ser apenas um pontapé inicial para objetivos ainda maiores.

 

“Somos o segundo maior país em número de piscinas no mundo. Temos um cenário favorável para o crescimento do mercado, mas nossa categoria sequer é reconhecida como uma profissão. Acredito que a implementação do POP é um primeiro passo fundamental para esse reconhecimento”, afirma Renato Souza, técnico em química e proprietário da JDS, empresa associada à ANAPP.

Para participar da confecção do documento, a ANAPP organiza reuniões nas quais os associados podem contribuir, interagir e, principalmente, apresentar dúvidas e dificuldades relacionadas ao assunto. “O operador e tratador de piscinas é fundamental no mercado. Além de um formador de opinião, esses profissionais são fator decisivo em uma nova instalação ou atualização. Eles têm voz ativa, inclusive, para indicar os melhores produtos para o consumidor final. Portanto, as trocas de experiências serão altamente incentivadas nessas reuniões. Essa interação entre os agentes é o tipo de atuação que o setor vê com bons olhos”, explica João.

Quando questionados sobre os benefícios do Projeto POP para os banhistas e proprietários de piscinas, a resposta é unânime: confiança e segurança em investir em um profissional qualificado que oferece um serviço com garantia de qualidade. “Uma vez que elevamos a qualificação do profissional, elevamos automaticamente a qualidade do serviço prestado, é possível que, eventualmente, essa atualização seja refletida em uma melhor remuneração para esses profissionais” explica Renato.

Atualmente em fase de confecção do texto, que é feita a partir de reuniões e discussões com o comitê, o projeto está em sua última e mais longa e importante etapa de finalização. A fase anterior foi composta por pesquisas intensas e aprofundadas para entender as necessidades dos profissionais e buscar informações relevantes para o documento. Após redigida uma primeira versão do material, haverá ainda uma revisão minuciosa para identificar possíveis informações faltantes e, só então, o documento será disponibilizado aos profissionais do setor.

Evitando estipular um prazo de conclusão que poderia acarretar na tomada de decisões precipitadas, a ANAPP não definiu uma data limite para publicação do documento, mas espera publicá-lo ainda no primeiro quadrimestre de 2026.

 

Fonte: Revista ANAPP Edição 183