Faça seu login

Segurança aquática na cidade de São Paulo

Postado em 12 de janeiro de 2016 | 0 comentários

Matéria publicada na revista Anapp – Edição 124

No início de outubro, a Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo promoveu audiência pública sobre o Projeto de Lei 489/2015, que institui o Programa Municipal de Segurança Aquática. O programa inclui ações de segurança visando à prevenção de acidentes e de afogamentos em piscinas, balneários, represas e clubes da cidade.

De autoria do vereador Antonio Donato (PT), o projeto de lei prevê a realização de palestras e campanhas preventivas nas escolas, a conscientização da população sobre riscos e perigos nos ambientes aquáticos e a formação de cidadãos multiplicadores para difundir práticas seguras. Essas atividades de prevenção poderão ser implementadas pela Secretaria Municipal de Esportes em parceria com entidades desportivas e empresas ligadas às atividades aquáticas.

O PL 489/2015 também institui o mês de novembro como o Mês de Segurança Aquática. “A ideia é termos uma campanha permanente, mas com ênfase em novembro, porque é o mês que antecede a alta temporada de verão e existe a necessidade de conscientizar as pessoas, em particular as crianças, sobre os perigos na aproximação aos espelhos d’água”, explicou o autor do projeto.

Participantes da audiência pública elogiaram a iniciativa e o seu foco em educação pública. “As pessoas vão para a represa, para um porto de areia, achando que é igual à piscina. Só que não estão vendo o fundo. A represa não tem bordas e reúne uma série de riscos. A própria prefeitura fez algum investimento em criar balneários municipais com uma estrutura de segurança e tudo mais”, argumentou o capitão Alexandre Antunes Neves, do Corpo de Bombeiros, lembrando que as represas Billings e Guarapiranga, localizadas na zona sul da cidade, são motivo permanente de preocupação.

Gabriela Guida de Freitas, da ONG Criança Segura, acrescentou que as mortes acidentais são a principal causa de mortes entre crianças de um a 14 anos e o afogamento é a segunda maior causa dentre esses óbitos, com 25% das mortes. A representante da entidade ainda reforçou que 90% dos casos são evitáveis.
“Dois dedos de água são suficientes para uma criança se afogar. Então, essa iniciativa é muito importante e com certeza pode salvar muitas crianças”, reiterou Gabriela.

Com informações da Redação da Câmara Municipal de São Paulo (www.camara.sp.gov.br)

Author: admin

Compartilhar

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *