Faça seu login

Piscina mais segura

Postado em 12 de janeiro de 2016 | 0 comentários

Confira as dicas da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático para prevenir afogamentos

Matéria publicada na revista Anapp – Edição 124

A campanha Piscina Mais Segura é uma ação desenvolvida pela Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático) com o intuito de prevenir o afogamento, tanto em piscinas de uso público como as de uso privado. Segundo a Sobrasa, 65% dos afogamentos ocorrem em águas doces ou naturais. A prevenção evita em média 85% dos acidentes.

O afogamento consiste na aspiração de líquido causada por submersão ou imersão. Para que haja um quadro de afogamento, a quantidade de água é indiferente. Mesmo que seja em pouca quantidade, a aspiração de água prejudicará a troca de oxigênio levando a uma parada respiratória e, em seguida, à parada cardíaca e ao óbito.

A conduta de segurança obedece uma sequência em que a prevenção vem em primeiro lugar, o alarme de acidentes em segundo, o resgate na água em terceiro, o resgate na areia em quarto e quinto e o hospital em último lugar.

Dentre as dicas de prevenção recomendadas pela Sobrasa estão:

1- Ensinar a flutuação a partir do primeiro ano de vida e a nadar a partir dos 4 anos de idade.

2- Manter atenção constante nas crianças.

3- Nunca nadar sozinho.

4- Evitar o choque térmico molhando o rosto e a nuca antes de entrar na água.

5- Evitar o uso de boias, pois podem causar afogamento, principalmente em caso de ventos.

6- Nadar sempre em águas rasas.

7- Se presenciar um afogamento, tentar jogar um objeto na água para ajudar a pessoa, mas evitar entrar na água. Ao tentar salvar alguém, muitas pessoas acabam se afogando.

8- Não superestimar a capacidade de nado: 48% das pessoas que se afogam sabem nadar.

9- Evitar mergulhos de cabeça.

Como reconhecer um afogamento e dar o alarme?

Muitas vezes, principalmente em piscinas de uso coletivo, devido à quantidade de pessoas não é possível identificar um afogamento. A atenção é o primeiro passo para conseguir identificar uma pessoa que tenha chances de se afogar e, assim, evitar que algo aconteça e, se necessário, prestar o devido socorro. Brincadeiras espalhafatosas, natação sem deslocamento, banhar-se de costas para a onda ou para a correnteza são atitudes inseguras. Banhistas obesos, alcoolizados, muito jovens ou idosos são mais vulneráveis a um afogamento.

São sinais de afogamento:

1- Natação vertical sem deslocamento.

2- Banhista que está afundando e voltando a flutuar.

3- Expressão facial assustada ou com a água cobrindo o rosto da vítima.

Ao reconhecer um afogamento, são essenciais o pedido de socorro e a manutenção da calma: pessoas desesperadas podem atrapalhar, em vez de ajudar. Para solicitar ajuda, ligue 193 e diga onde é a emergência, seu nome e seu telefone, o tipo de emergência e o que já foi feito para saná-la.

Se você for a vítima:

1- Mantenha a calma, flutue e acene por socorro. Só grite se alguém puder ouvi-lo. Evitar o desgaste é essencial.

2- Se o afogamento for no mar, deixe-se levar a favor da correnteza, acene por socorro e aguarde. Nunca nade contra a correnteza.

3- Em rios ou enchentes, mantenha os pés à frente da cabeça e use as mãos e braços para flutuar. Não se desespere tentando alcançar a margem de forma perpendicular: tente alcançá-la obliquamente, utilizando a correnteza a seu favor.

Se for socorrer o banhista:

1- Tente realizar o socorro sem entrar na água.

2- Decida o local por onde irá chegar ou ficar mais próximo da vítima.

3- Ofereça uma haste para a vítima. Se estiver próximo, ofereça sempre o pé em vez das mãos.

4- Se a distância for entre quatro e dez metros, jogue uma boia, garrafa pet fechada, isopor ou bola, só ou atada a uma corda, e arremesse segurando na extremidade oposta. Deixe que a vítima se agarre ao objeto e esteja segura antes de puxá-la para a parte seca.

5- Se for em rios ou enchentes, a corda pode ser utilizada de duas maneiras: cruzada de uma margem a outra, de forma que a vítima possa se agarrar à corda e ser arrastada até a margem mais distante; ou fixando um ponto à margem e deixando que a correnteza arraste a vítima para mais além da margem.

Se você decidir entrar na água para socorrer:

1- Avise a alguém que você irá socorrer a vítima e peça para que chame socorro profissional.

2- Leve consigo algum material de flutuação, a exemplo de boias, pranchas e pet.

3- Retire roupas e sapatos que possam pesar na água e dificultar seu deslocamento.

4- Entre na água mantendo a visão na vítima a pelo menos dois metros e lhe entregue o material flutuante. Deixe que a vítima se acalme. Não permita que ela chegue perto e mantenha o material de flutuação sempre entre você e ela. Caso a vítima se agarre a você, afunde-se juntamente com ela e a vítima o soltará.

5- Se você não estiver confiante em sua natação, peça que a vítima flutue e acene pedindo ajuda.

6- Durante o socorro, mantenha-se calmo, evite desgastes desnecessários e não se exponha a riscos que possam ser evitados.

Essas são as principais dicas de como se portar em situação de emergência. Saber como agir é de extrema importância, mas evitar acidentes é a melhor atitude a ser tomada.

Author: admin

Compartilhar

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *