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SEGURANÇA EM PISCINAS

Postado em 1 de agosto de 2014 | 0 comentários

Estatísticas americanas mostram que 300 crianças morrem por ano vítimas de afogamento em piscinas e 1.800 apresentam sequelas, das mais simples às graves, na faixa etária de 1 a 5 anos.

Embora o Brasil ainda não tenha estatísticas apuradas, calcula-se que o número de mortes de crianças por afogamento em piscinas chega a 80 por ano e as que sobrevivem, porém com sequelas, por volta de 500.

Oitenta e cinco por cento das vezes, esses acidente ocorrem em piscinas residenciais (dos próprios pais, familiares ou amigos próximos), principalmente quando a criança dirige-se à piscina desacompanhada de um adulto e cai dentro dela. O fato do barulho da queda ser quase imperceptível e a criança impedida de ser ouvida de baixo d’água, faz com que o afogamento seja rápido e fatal.

A única e mais eficaz maneira de se evitar esses acidentes é a constante supervisão das crianças, o que significa a não realização de qualquer outra tarefa doméstica ou outras atividades dispersivas como falar ao telefone, ler ou praticar jogos no mesmo momento em que elas estão na piscina.

Por resistirem bem ao peso das crianças e adultos, as capas de segurança em piscinas vem sendo utilizadas há bastante tempo como medida preventiva em vários países europeus (a França foi a percursora) bem como em vários estados americanos.

Outra eficaz medida são os alarmes pessoais indicados principalmente para hotéis. Neste caso, uma pulseira dotada de sensor é colocada no punho da criança e um alarme instantaneamente acionado assim que a pulseira entra em contato com água.

Existem também outros tipos de alarmes que são colocados no interior da piscina e acionados quando alguém entra na água, porém considerados não tão eficazes uma vez que soam o alarme somente após algum tempo.

Ainda como alternativa para melhor segurança e altamente recomendados para condomínios, são as grades de proteção instaladas ao redor da piscina, com portões dispostos de alarme sonoro e/ou trancas cujas chaves devem ser mantidas fora do alcance de crianças. O acesso à piscinas “indoor” também deve dispor de alarme sonoro e/ou trancas específicas.

Embora aulas de natação para crianças em escolas especializadas sejam recomendadas por ensinarem noções básicas de flutuação e bloqueio de respiração, é importante lembrar que na idade entre 1 e 5 anos, as crianças ainda não possuem capacidade motora suficiente para sobrevivência em meio líquido.

Boias infláveis como as de braço são pouco seguras.

Acidente com sucção de ralo de fundo

Apesar de estatísticas americanas mostrarem um baixo percentual de acidentes ocasionados com ralos de fundos, pois muitos foram classificados como simples afogamentos, as partes do corpo mais vulneráveis a acidentes por sucção são: cabelos – 40%, dorso – 40%, membros – 14%, dedos – 2%, nádegas – 2% e ainda os chamados mecânicos (jóias e vestimentas) – 2%.

Acidentes com ralos de fundo acontecem principalmente, e nesta ordem de gravidade, pelas seguintes condições:
1º Falta de grades no ralo
2º Grades de ralos não parafusadas permitindo que a criança as remova facilmente
3º Grades de ralo quebradas
4º Grades de ralo planas e de pequenas dimensões.

O perigo de acidente constitui-se quando a sucção é potencializada seja por um ralo pequeno demais para o volume de água da piscina ou por bombas de filtragem com motores de alta vazão. Portanto, quando da construção ou reforma de uma piscina ou substituição e/ou troca da bomba da piscina, recomenda-se sempre consultar o fabricante do ralo ou um especialista.

Para as piscinas em funcionamento, recomenda-se colocar um plástico sobre o ralo de fundo para que se possa averiguar se a potencia da sucção está corretamente dimensionada, não representando perigo.

Outra medida preventiva é manter a bomba de filtragem sempre desligada quando a piscina estiver em uso ou ter um interruptor de fácil alcance e que desligue a bomba imediatamente quando acionado.

Como os cabelos representam 40% dos acidentes recorrentes em ralos de fundo, dicas importantes como o uso de touca por pessoas com cabelos compridos e ainda manter uma tesoura sempre à mão, no caso dos cabelos se entrelaçarem na grade do ralo. O assessório é importante, pois o cabelo pode não soltar, mesmo após o desligamento da bomba.

Hoje, existe à venda no mercado brasileiro, ralos denominados “anti-cabelo”, muito seguros e em acordo com os padrões americanos.

Além de todas as medidas já mencionadas neste texto, é sempre importante lembrar que:

1) Telefones do SAMU (192), bombeiros (193) e hospitais próximos devem estar sempre à mão.

2) Funcionários do condomínio devem ser treinados e preparados para realizar os primeiros socorros e aplicação de ressuscitação cardiopulmonar.

3) Em festas e reuniões, principalmente as infantis, manter um salva-vidas de plantão ou um adulto responsável pela supervisão das crianças nos arredores da piscina.
Em países como os Estados Unidos, adultos fazem um sistema de rodízio, utilizando uma braçadeira que é repassada ao próximo responsável pela supervisão da piscina.

4) Objetos de resgate como cabos, ganchos e boias presas a cordas devem estar disponíveis no local da piscina.

E finalmente, na ocorrência de um acidente, verificar se há algum médico no local e solicitar ajuda imediata. Na falta deste, manter a calma e pedir instruções por telefone enquanto aguarda o resgate, pois a rapidez no atendimento é mais importante do que a qualidade do atendimento.

Nilson Maierá é formado em engenharia química pela Universidade Politécnica da Universidade de São Paulo – USP. Maierá está há pelo menos 30 anos no mercado de piscinas e é fundador da academia Raia 4 piscinas.

Author: admin

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