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Métodos e limitações dos testes rotineiros de água

Postado em 13 de agosto de 2014 | 4 comentários

Resultados de testes podem nem sempre mostrar a realidade. Para obter exatidão, siga estas simples etapas.

 

Testes são fundamentais para identificar antecipadamente problemas em piscinas. Vejamos diferentes métodos que podem ser utilizados para analisar a água de piscinas e hidromassagens e os prós e contras de cada um.

 

Testes com fita

Um dos métodos mais fáceis para analisar a água é o teste com fita “mergulhar e ler”. Para uma rápida verificação química da água de uma piscina ou hidromassagem são indicadas as fitas de teste. Blocos de teste na fita são quimicamente tratados com um reagente que reage com os componentes da água. Uma vez que os blocos da fita mudam de cor, eles podem ser comparados com os padrões de cor para determinar se são necessários testes adicionais. As fitas são uma boa forma de obter uma análise geral do estado químico da piscina, pois avaliam a maioria de seus parâmetros. No entanto, algumas limitações deste método incluem o fato de essas fitas serem altamente afetadas por condições de iluminação, pela percepção de quem realiza o teste e pelos limites de padrões de cor oferecidos para comparação. Devido a essas influências, é possível não se obter os mesmos resultados em uma série de testes.

Uma evolução das fitas de teste “mergulhar e ler” é o leitor digital de fita. O leitor digital compara digitalmente a amostra de cor com o padrão, ou relaciona a cor a uma concentração usando diversas equações matemáticas. Como as condições de iluminação e as considerações pessoais não são mais um fator de limitação, o leitor digital é considerado mais preciso do que as fitas comuns. Porém, a tecnologia das fitas de teste, de forma geral, possui algumas limitações que afetam a exatidão da análise da água.

 

Medição de cloro livre

Além do teste com fita, que pode analisar a maioria dos componentes químicos da piscina de uma só vez, existem outras opções disponíveis. Vejamos cada parâmetro individualmente.

A ortotolidina, ou OTO, é um teste frequentemente utilizado pelos clientes para avaliar os níveis de higienização de piscinas e hidromassagens, mas se tornou menos popular devido aos métodos mais precisos disponíveis atualmente. Não é possível obter uma leitura do cloro livre por meio deste método de teste, o que dificulta a medição da quantidade de cloro presente na água.

O teste com DPD (N, N-dietil-p-fenilenodiamina) também é utilizado para testar a higienização e possui a capacidade de analisar o cloro livre e o total. O teste com DPD pode ser realizado como um teste de gota colorimétrico, como a OTO, e comparado a um padrão de cores para a leitura. Ele também pode ser feito utilizando um método de teste titulométrico e, em alguns casos, com ajuda de um fotômetro. O teste colorimétrico com DPD é o método mais comum e com maior custo-benefício. A maioria dos blocos de cores de DPD medirá o cloro livre até cinco partes por milhão, mas pode não ser exato acima desse residual, a não ser que a amostra seja diluída. O branqueamento da cor pode ocorrer nesses testes quando a quantidade de cloro é de 10 a 15 ppm, podendo resultar em uma leitura incorreta de cloro zero, embora o residual esteja, na verdade, muito alto. Além disso, em leituras de pH elevado, a leitura de cloro também pode aparecer muito inferior à quantidade real. Outra consideração para testes com DPD é que o cloro combinado acima de 0,5 ppm pode interferir e provocar falsos resultados elevados no teste de cloro livre. Isso pode fazer com que o usuário não detecte o cloro combinado na água da piscina. A luz, o ambiente e a percepção humana influenciarão consideravelmente na leitura dos testes com OTO e DPD.

O teste de titulação com DPD, conhecido como FAS-DPD, utiliza um reagente de equilíbrio em vez da comparação de cores com padrões. Um indicador de cor é adicionado à amostra e um agente de titulação é acrescentado até que uma cor permanente mude, ou até que um ponto final seja alcançado. A quantidade de reagente de titulação necessária para a alteração da cor indica a quantidade de desinfetante presente na amostra. O FAS-DPD é mais preciso que o teste com DPD, seja em concentrações baixas ou elevadas de cloro. Ele pode medir o cloro livre até 20 ppm, ao contrário da limitação de 5 ppm do teste de gotas. No entanto, esteja ciente de que em todos os métodos de teste com DPD, a presença de monopersulfato de potássio pode criar uma falsa leitura elevada ao analisar o cloro total.

 

Equilíbrio de pH

A medição do pH também é uma peça muito importante no quebra-cabeça de equilíbrio da água. O meio mais comum de testar o pH da água de piscinas e hidromassagens é por meio do uso do vermelho de fenol. Este teste, semelhante ao teste com OTO, é um teste de gota colorimétrico que compara a intensidade da cor da amostra a padrões conhecidos. O vermelho de fenol é uma forma simples de indicação do pH e sua precisão é de 6,8 a 8,4 na escala de pH. Fora desse intervalo, o vermelho de fenol não obterá resultados precisos. Altos níveis de desinfetantes (cloro ou bromo) podem fazer com que a mostra fique roxo escuro quando o pH for superior a 6,6. Isso é frequentemente confundido com uma leitura de pH elevado, quando, na verdade, pode ser consideravelmente baixo. Adicionar um agente neutralizador de cloro resolverá esse problema. Medidores de pH também são uma opção. Tais medidores não são sujeitos a interferências e limitações, como o teste com vermelho de fenol, e podem ser calibrados diariamente e mantidos corretamente para garantir a precisão.

Para manter o nível correto de pH, deve-se também analisar e balancear a alcalinidade total. A quantidade de titulante utilizada para atingir o ponto final pode ser lida como a alcalinidade total. Os halogênios devem ser removidos, normalmente por meio de tiossulfato de sódio, antes do teste para obter a alcalinidade total. Em alguns casos, fotômetros também podem ser utilizados.

 

Interferências comuns

Altos níveis de cloro, bem como a presença de biguanida, podem resultar em uma alteração de cor indesejada. Quando há interferência, o ponto final é amarelo ou verde, diferentemente das cores vermelho ou rosa comuns. Níveis elevados de cloro podem ser anulados pela adição de mais tiossulfato de sódio à amostra antes do teste.

 

 

Alicia Stephens – Stephens trabalha na BioLab Inc, uma empresa Chemtura. Ao longo dos anos, ela tem sido responsável pelos programas de treinamento técnico e químico e desenvolveu currículos online para os clientes.

Fonte: Revista Pool e SPA News.

Author: admin

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4 Comentários

  1. Qual é o cloro residual ideal para uma piscina de academia?

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    • Segundo a ABNT, o residual de cloro ideal é de 1 a 3 ppm.

      Post a Reply
  2. Por gentileza:

    Posso utilizar os mesmos métodos de identificação do teor de cloro nas piscina para água potável?

    Atenciosamente.

    Volnei Barbosa de Oliveira

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  3. QUal é o custo em média da analise mensal na piscina feita pelo químico?

    Post a Reply

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