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Limpa, balanceada e saudável

Postado em 3 de novembro de 2016 | 0 comentários

Por José Eduardo e José Carlos Gomes

Uma piscina bem tratada requer que sejam observados três parâmetros básicos: sua água precisa estar limpa, balanceada e saudável. A combinação desses fatores reduz em quase 100 % a probabilidade de ocorrer algo que possa mudar sua aparência.

Água limpa é aquela que se apresenta transparente, cristalina, livre de sólidos em suspensão. Essa aparência é obtida através de um processo de filtração eficiente, fazendo-se uso de filtros, sendo a areia o meio filtrante mais utilizado em nosso país.

Dentro dos filtros, as partículas maiores dos sólidos são retidas nas camadas superiores da areia, funcionando como suporte para que as partículas menores sejam também retidas. A passagem da água através dessa “malha” formada pelas partículas menores faz com que haja um aumento da pressão no interior do filtro até o ponto em que seja indicado que a areia deva ser lavada ou trocada. Há que se considerar que o processo de filtração não retém algas e metais como o ferro e o manganês, que também acabam turvando a cor da água e que, normalmente, estão presentes em águas provenientes de poços.

Água balanceada é aquela que não produz irritação nos olhos e mucosas dos banhistas, não corrói equipamentos, cimento ou argamassa e também não deposita incrustações nas juntas dos materiais utilizados no revestimento da piscina. E essa condição é obtida mantendo-se o pH (potencial hidrogênico) na faixa entre 7,2 e 7,8 , a alcalinidade total  entre 80 e 120 ppm (partes por milhão) e a dureza cálcica entre 200 a 400 ppm. Esses parâmetros são usuais e devem ser medidos diariamente e corrigidos com uma simples ação de tratamento por empresa ou profissionais qualificados com a adição de agentes químicos em medida adequada.

Água saudável deve apresentar aspecto límpido e transparente. Não deve ter cheiro ou gosto estranho, não pode conter microrganismos que possam causar doenças, assim como não deve conter substâncias em concentrações que possam causar prejuízo à saúde dos banhistas. Para esse fim, em uma piscina deve(m) ser adicionado(s) produto(s) necessário(s) à garantia saudabilidade da água. Ao fazer uso da piscina os banhistas “poluem” a água contaminando-a com cabelos, pelos, cosméticos, células mortas e óleos da pele, suor, urina e outras secreções, além de seus próprios microrganismos.

Mesmo sem a presença de banhistas, uma piscina pode ser contaminada através de germes que normalmente são arrastados pelo ar, pelo vento, pelas chuvas e até mesmo pela poeira, insetos, folhas, algas, fungos e bactérias. Essa contaminação pode também estar presente na água de abastecimento da piscina, qualquer que seja a sua origem.

Portanto, o meio mais eficaz para se evitar tais transtornos, como o ocorrido nas piscinas do Parque Maria Lenk, é manter uma constante análise dos parâmetros físicos e químicos da piscina, como acima recomendado e, quando necessário, acionar empresas e profissionais qualificados para fazer rapidamente as correções necessárias.

 

Veja também:

Piscina verde na Rio-2016

Author: admin

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