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Economia em academias e clubes

Postado em 12 de agosto de 2014 | 0 comentários

Chuveiros

Embora não se relacione com a economia de água nas piscinas, abordaremos o item chuveiros porque este é um dos grandes responsáveis pelo consumo de água. Estima-se que mais de 80% da água consumida em academias e clubes, sai dos chuveiros
Uma das formas de consumo que se pode chamar de desperdício é o que ocorre quando o chuveiro está funcionando e ninguém está tomando banho. Três atitudes podem reduzir o desperdício. São elas:

  • educar os usuários com cartazes afixados no vestiário alertando sobre os cuidados para evitarem desperdícios
  • deixar a tarefa para o encarregado no vestiário alertando sobre os cuidados para se evitar desperdícios
  • deixar a tarefa para o encarregado do vestiário, o faxineiro, de evitar o desperdício, fechando os registros quando abertos sem a presença de usuário e alertando-os quando for necessário
  • Afixar dispositivo, no piso que fica abaixo do chuveiro, afim de que a passagem da água só ocorra quando o usuário estiver em cima dele.
  • combinação de todos esses itens

O outro consumo, que chamamos de consumo útil, é função de duas variáveis.
• Vazão do chuveiro, que pode ser controlada por meio de registros ou de redutores de vazão colocados na entrada do chuveiro. Não se deve reduzir demasiadamente a vazão, sob pena de tornar o banho insatisfatório. Temos verificado vazões de chuveiro variante entre 5 e 15 1/min, com um valor médio de 10 1/min para chuveiros alimentados por aquecedor central e 8 1/min para chuveiros elétricos.
• Duração do banho, que tem variado bastante. Ele tem uma duração maior quando o chuveiro é alimentado por aquecedor central e menor no caso do chuveiro elétrico. Em média, um banho de chuveiro com aquecedor central é de 8 minutos e de chuveiro elétrico é de 6 minutos.

O consumo médio por banho de chuveiro com aquecedor central é de 10 x 8 – 80 litros, ou 0,080 m³, com um custo de 0,080 x R$20,36 = R$1,63 por banho e o consumo médio por banho de chuveiro elétrico é de 8 x 6 = 48 litros, ou 0,048 m³, com um custo por banho de: 0,048 x R$20,36 = R$0,98.

Existem chuveiros de procedência americana que possuem uma vazão menor e dão a mesma sensação de um banho com maior vazão. Mas, para funcionar, devem estar sujeitos a uma pressão maior que a usual, o que impossibilita se uso em muitos casos.

Deve-se procurar diminuir o desperdício, usando-se sempre que possível os chuveiros americanos, no caso de aquecimento central, ou reduzir gradativamente a vazão dos chuveiros até o limite do tolerável.

Quando se trata de uma academia ou clube novos, é muito importante começar com a vazão dos chuveiros em valor mínimo.

Energia

Cabine primária

Da mesma maneira que o poço artesiano fornece água a um custo menor, a cabine primária fornece água a um custo menor, a cabine primária é também uma maneira de se obter energia elétrica a um custo menor. A Diferença é que a confiabilidade no cálculo do retorno do investimento na cabine primária é bem maior. O retorno deverá ser avaliado pelos responsáveis da piscina, a fim de se verificar se é interessante ou não, mas a decisão deve ser influenciada pela situação econômica.

Nota 1: a consciência de energia elétrica cobrará a maior demanda entre a contratada e a registrada.

Nota 2: Devido à mudança de tarifa por parte da Eletropaulo na energia fornecida em alta tensão do tipo convencional, a economia ficou apenas em torno de 18%, quando há 06 anos, beirava 50%. Nesse caso, o investimento em uma cabine primária deverá ser analisado com muito cuidado.

Nota 3: As empresas com piscinas e são alimentadas por alta tensão do tipo hora-sazonal verde, cuja tarifa de consumo de energia é apenas elevada nos períodos de ponta, devem estudar uma maneira de desligar os aparelhos nesse período e, na impossibilidade estudar o uso de geradores elétricos em substituição à energia elétrica da concessionária, bem como o uso de aquecimento por combustível no lugar de energia elétrica.

Além da economia gerada, devemos citar três outras maneiras de se economizar energia elétrica em alta tensão, ou seja:

• não pagar multa devido o fator de potência estar abaixo de 0,92. O uso de capacitores corretores do fator de potência é a solução do problema.
• Quando a demanda registrada for superior à demanda contratada, a empresa deve verificar se existe a possibilidade de se reduzir a demanda registrada para valores próximos aos da demanda contratada. Às vezes, alguns aparelhos elétricos podem ser desligados nos momentos de ponta sem que se comprometa a sua função. Exemplos disso são os aquecedores elétricos de piscina (bomba térmica ou convencional) ou mesmo os aquecedores elétricos de água de consumo. Outra alternativa é desligar as bombas dos filtros.

Motores

Custos

Apenas para exemplificar, o custo de um motor (em baixa tensão) de 2 cv (1,47 W) que permaneça o ano todo ligado é de:

  • 1,47 kW x 24 h = 35,258 kWh/dia
  • 35,28 x 365 dias = 12.877,20 kWh/ano
  • 12.8770,20 x 0,330 R$/kWh = R$4.249,48/ano

 

Economia

A economia de energia elétrica consumida pelos motores pode ser feita de três maneiras:

• Sem nenhum investimento, consistindo em desligar os motores quando não são necessários, como por exemplo no período de férias ou nas proximidades de feriados, quando a frequência de banhistas é menor.
Com um pequeno investimento, que consiste na conexão de um “timer” para ligar ou desligar os motores segundo uma programação preestabelecida.
• Investindo em motores de maior eficiência. Motores modernos têm uma eficiência, de aproximadamente , 10% maior do que os motores convencionais. Usando-se o exemplo do motor de 2 cv, a economia anula seria de R$424,95 por ano, se ele ficasse ligado o tempo todo.

 

Tipo de aquecimento na piscina

Sem dúvida alguma, a bomba térmica sob o ponto de vista econômico, é o aquecedor mais apropriado para piscinas de academias e clubes. O aquecimento solar poderia ser o mais econômico, mas por problemas estratégicos, não deve ser usado como única alternativa. Variações nos preços de energia elétrica e dos gases combustíveis podem mudar essa informação. Se a academia ou o clube possuírem cabine primária, a bomba térmica torna-se uma solução economicamente imbatível. Se a academia ou o clube possuírem cabine primária, a bomba térmica torna-se uma solução economicamente imbatível.

Capa térmica

Apesar de ser usada por menos tempo nas academias e clubes do que nas piscinas residenciais , a capa térmica é de uso obrigatório nos períodos em que a piscina não está sendo utilizada, uma vez que ela está sendo usada. A capa térmica é, entre os investimentos em academias e clubes, o que apresenta melhor taxa de retorno.
A grande maioria dos clubes brasileiros não usa capa térmica principalmente nas piscinas descobertas, resultando em uma grande perda de energia. Seguem as alegações para não cobrir a piscina:

• em piscinas de grandes dimensões, colocar e retirar a capa é uma operação difícil de ser realizada manualmente.
• dispositivos especiais de enrolar e desenrolar, que poderiam facilitar o uso das capas, utilizam muito espaço da borda da piscina e acabam dificuldade o trabalho, principalmente no caso de piscinas com pouca área de borda.
• Falta de mão-de-obra para cobrir a piscina quando ela é fechada , após o horário de uso
Embora esses problemas sejam reais, esta é uma tarefa que deve ser realizada devido à grande economia gerada.

 

Uso de bombas térmicas especiais

Certos tipos de bomba térmica, cuja finalidade básica é o aquecimento, permitem que o uso do ar frio, normalmente jogado fora, se transforme em ar condicionado. Elas aquecem a água até 55ºC, permitindo também o aquecimento de água consumida nos chuveiros. São bombas térmicas mais caras. Usando-as para aquecer a água da piscina, tem-se o ar condicionado de graça.

I ganho energético só não é total porque no verão, quando se precisa de muito ar condicionado, e relativamente pouco calor na água da piscina ou na de consumo, deve-se retirar calor do sistema por meio de uma torre de refrigeração e, no inverno, quando se precisa de pouco ar refrigerado e muito calor na água da piscina e de consumo, este ar deve ser jogado fora. Podermos afirmar que, além da economia de aquecimento, tem uma economia de ar condicionado.

 

Aquecimento solar

O aquecimento solar, além de esquentar a água da piscina, é utilizado em algumas academias para pré-aquecer a água dos chuveiros.

O uso de aquecedores solares em telhados de salas de ginástica ou musculação em clubes ou academias tem sido pouco frequente, apesar da vantagem obtida. No verão, essas salas são muito quentes, mesmo quando do uso de ar condicionado (que é uma solução cara não só em termos de investimento, mas também operacional) ou de ventiladores. A colocação de placas solares em cima do telhado reduz bastante o calor no interior do ginásio, ao mesmo tempo em que se consegue um ganho de calor no aquecedor solar, que será transferido para água dos chuveiros ou para piscina. No verão, quando o calor é muito intenso, a água da concessionário está em torno de 23ºC, o que permite um alto rendimento no aquecedor solar.

 

Temperatura da água da piscina

Para cada 1ºC a mais a água da piscina, a perda de calor aumenta aproximadamente 10%. Levantando-se em conta esse fato, deve-se trabalhar com a menor temperatura possível O uso de termostatos bem regulados e precisos também evita que a temperatura ultrapasse os valores desejados.

Chuveiros

Para utilização de aquecimento central, uma boa solução é fazer um preaquecimento da água até 40ºC, com bomba térmica do tipo normalmente utilizado em piscina, e terminar o aquecimento com gás até, aproximadamente, 55ºC.
Em uma de nossas academias, aquece-se a água dos chuveiros utilizando-se três processos diferentes: primeiramente aquecimento solar, seguido de bomba térmica e, finalmente, gás.
Quando se usa chuveiro elétrico no verão, podem-se utilizar resistências com uma potência menor, uma vez que a água da concessionária vem mais quente e os banhos são tomados em temperaturas menores. Os fabricantes de chuveiros produzem essas resistências mais fracas como peça de linha.

 

Iluminação

A energia elétrica utilizada para iluminação pode ser economizada de duas maneiras:
• Evitar o desperdício, não deixando luzes acesas sem necessidade. Para isso, é necessário instruir os funcionários; educa-los nesse sentido não é uma tarefa fácil. O uso de fotocélulas, principalmente para iluminação externa, pode ser uma boa solução, e ainda o uso de “timers” para iluminação interna e externa é uma solução econômica.
• Usar lâmpadas de alta eficiência, de vapor metálico e as fluorescentes de luxo. Fora do recinto da piscina, podem ser usadas as lâmpadas do tipo PL, como reator eletrônico, incorporado, pois elas apresentam alta eficiência, apesar da desvantagem de até o presente momento, serem de baixa potência. As lâmpadas das dicroicas podem ser usadas, por terem um facho concentrado, mesmo com uma eficiência mais baixa que a das citadas. O que não se deve sar são lâmpadas incandescentes convencionais fluorescentes, que não sejam de luxo (no entanto, a maioria das academias e dos clubes usa este tipo de lâmpada), e as de vapor de sódio, que, apesar de altíssima eficiência possuem baixo índice de reprodução de cores.

 

Outras alternativas

São alternativas que funcionam apenas como lembretes:
• efetuar a manutenção adequada dos aquecedores
• Usar aquecedores apenas quando necessário
• Usar aquecedores com termostatos de precisão
• Proteger as piscinas abertas do vento, mas não do sol
• Limpar o pré-filtro de tempos em tempos
• valer-se de programador de tempo nos motores, quando de pouco uso da piscina ou em finais de semana de não uso da piscina
• Apagar a luz quando desnecessária
• Repor ou melhorar a iluminação

 

Produtos químicos

A seguir são mencionadas algumas maneiras de se economizar produtos químicos.
• Comprar embalagens maiores. Como exemplo, podemos citar o cloro granulado, que é vendido em embalagens de 1kg a 50 kg, com diferença apreciável no preço. Da mesma maneira, algicidas em embalagens de 1 e5 litros, barrilha em embalagens de 2 e 25 kg, e assim por diante. Se as quantidades forem grandes pode-se fazer a compra compartilhada com outras pessoas ou empresas.
• comprar diretamente de distribuidores e/ou fabricantes
• Procurar a assessoria de profissionais idôneos no ramo de piscinas, para corretas informações não apenas no campo econômico como também no qualitativo
• Evitar o uso de produtos desnecessários ou em excesso, como os de produtos multinacionais, apesar de eles serem de grande utilidade nas emergências, quando se quer melhorar rapidamente a aparência da água.
• O uso do cloro em piscinas abertas é obrigatório mesmo quando do uso de outros desinfetantes )com exceção da biguanida polimérica) ; (ácdo cianúrico) reduz o consumo de cloro.
• em piscinas abertas, a introdução do cloro na piscina como desinfetante é aconselhável sempre que possível á noite.
• Consegue-se, com a automatização, uma economia de até 30% de sanitizante. São exemplos de automatização os salinizadores, as bomcas dosadoras, os cloradores por erosão etc.
• Conforme já enfatizamos anteriormente, o uso da capa reduz o consumo de produtos químicos, principalmente devido à entrada de menor número de impurezas. É lógico que essa vantagem é maior para piscinas externas.
• Uma fltração adequada diminui a quantidade de impurezas no interior da piscina, dificultando o crescimento de microrganismos eliminando a sujeira, responsáveis pelo consumo de sanitizante. O maior consumo de sanitizante ocorre em função da oxidação das impurezas que se encontram no interior da piscina.

• Um tratamento adequado com sanitizantes nas concentrações corretas o pH dentro dos limites ideais e a filtração bem-feita evitam o crescimento de algas, dispensando o uso de algistático ou algicida, com consequente economia de produtos químicos.

Nilson Maierá é formado em engenharia química pela Universidade Politécnica da Universidade de São Paulo – USP. Maierá está há pelo menos 30 anos no mercado de piscinas e é fundador da academia Raia 4 piscinas.

Author: admin

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