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Sol na medida certa

Postado em 8 de novembro de 2018 | 0 comentários

Cuidados simples como usar bonés, óculos escuro, roupas com trama fechada e procurar uma sombra no período mais quente do dia, garantem a diversão e a proteção do corpo

Por Rúbia Evangelinellis

Quem não quer acordar, abrir a janela e se deparar com um sol radiante num dia de folga e convidativo para a piscina? Até aí, tudo bem, desde que sejam tomados os cuidados para evitar a superexposição solar.

Em entrevista à Revista ANAPP, o doutor

Pedro Dantas, coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta para os riscos de quem abusa e explica que, com alguns cuidadossimples, é possível se proteger, mantendo a saúde da pele e do corpo.

Entre as medidas recomendadas está a aplicação do protetor solar (FPS a partir de 30 e com proteção UVA) antes mesmo de chegar à piscina, com antecedência mínima de 15 a 30 minutos, para que possa ser absorvido pela pele e faça efeito. No caso da pele do rosto, que fica mais exposta e tem variações (seca, mista e oleosa), recomenda-se a indicação de um creme, de uso contínuo, indicado por um especialista.

Mas voltando ao protetor químico para o corpo, a reaplicação deve ser feita, em média, a cada duas horas ou sempre que sair d’água e, preferencialmente, após molhar o corpo no chuveiro. “É importante também evitar o sol das 10h às 15h e reforçar com outras medidas fotoprotetoras, como usar chapéu, óculos, bonés e vestuário, mesmo nos banhos de piscina e de mar, e procurar sombras”, acrescenta o médico.

 

De olho na etiqueta da roupa

Em relação à roupa adequada para a proteção, as peças devem estar secas e serem confeccionadas por material de tramas fechadas, seja tecido natural ou sintético. No caso de itens de coleção especial, que recebem um banho de produto químico com FPS, Pedro Dantas recomenda que a pessoa siga as orientações técnicas que, inclusive, informam a durabilidade da roupa, a partir da quantidade máxima de lavagens determinadas.

O médico reforça que a exposição ao sol tem de ser feita com cautela, uma vez que efeitos nocivos são acumulativos e surgem a curto, médio e longa prazos: “Mais cedo ou mais tarde, quemabusa, acaba pagando o preço pela falta de proteção. Na maioria das vezes, os danos aparecem quando as pessoas ficam mais velhas, podendo surgir câncer de pele. Isso sem contar na queimadura solar, que pode atingir (de imediato) quem fica exposto no período mais quente, de maior intensidade da radiação ultravioleta.

E com o tempo vêm as manchas, as rugas e a pele ressecada.”

Embora o sol seja fonte de vitamina D, o especialista explica que não é preciso ficar exposto para receber os benefícios da radiação. “Você precisa receber o sol apenas por cinco minutos numa área pequena do corpo (como dorso da mão e antebraço) no horário próximo ao meio-dia para ter o efeito por uma semana. E isso a pessoa faz, por exemplo, no caminho de casa até a garagem. Por isso, não recomendo uma exposição deliberada para esse fim no pior momento do sol.

Se a vitamina D está baixa, é melhor fazer a suplementação vitamínica.”

Câncer de pele Segundo estudo do Instituto Nacional do

Câncer (INCA) de 2018, no Brasil, estimam- -se 85.170 casos novos de câncer de pele não melanoma (formas menos agressivas) entre homens e 80.410 nas mulheres no ano. O câncer da pele (melanoma e não melanoma – mais agressivo) é o mais frequente dentre todos os cânceres, correspondendo a cerca de 30% dos diagnósticos.

“Por sorte, estes pacientes não morrem com frequência em razão do câncer de pele, porque ele demora mais para acusar metástase e tem diagnóstico precoce, embora leve eventualmente às cirurgias desfigurastes e que comprometem a qualidade de vida”, diz Pedro Dantas.

O especialista explica ainda que o principal fator de risco para os cânceres de pele melanoma e não melanoma é a exposição excessiva à radiação solar ultravioleta (UV): “Outros fatores, como cor de pele, olhos e cabelos claros; histórico familiar ou pessoal de câncer de pele; o sistema imune debilitado por doenças ou casos de indivíduos transplantados por causa do uso de imunossupressores, também podem aumentar esse risco.

Fonte: Revista ANAPP Edição 140

Author: admin

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