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Sauna com piscina

Postado em 27 de junho de 2018 | 0 comentários

Sensação de calor e frio, conhecido como choque térmico, relaxa e combate o estresse

Por Rúbia Evangelinellis

Em tempos em que as pessoas buscam terapias naturais de combate o estresse e a tensão, a milenar sauna cai como uma luva na rotina da vida moderna. É apreciada como banho de calor com capacidade de proporcionar o relaxamento e pelos benefícios terapêuticos, como de estímulo à circulação sanguínea, limpeza da pele e eliminação de toxinas.

Encontradas habitualmente em clubes, hotéis, spas e casas de banho, as saunas existem nas versões seca, a vapor, semiúmida e úmida, entre outras. Em média, o tempo indicado de cada sessão varia de 10 a 15 minutos e pode ser aromatizada com ervas medicinais, como eucalipto, manjericão e capim santo.

Embora proporcionem bem-estar físico e mental, principalmente quando combinadas ao banho de piscina ou a uma ducha fria, provocando o chamado choque térmico (vasodilatação e vasoconstrição periférica), recomenda-se que pessoas com problemas de pressão baixa, cardíacos e respiratórios tenham cautela no uso da sauna ou busquem orientação médica.

Cuidados–Maria Alenita de Oliveira, coordenadora da Comissão Científica da Asma da

Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, considera fundamental que os usuários observem primeiramente a limpeza do ambiente.

“Sabemos que o mofo pode desencadear doenças inalatórias, como pneumonite de hipersensibilidade, provocada por fungos, por isso é importante avaliar as condições do local. ”

Para quem tem problemas respiratórios (ou predisposição para tal), a médica recomenda ainda que evitem ambientes secos com umidade abaixo de 20%. Em relação à sauna combinada com a piscina fria, a pneumologista entende que pode desencadear uma crise de asma em quem tem antecedentes.

“O ideal é aguardar alguns minutos, ao sair de um ambiente de calor extremo, até o equilíbrio da temperatura do corpo. Outra opção é a piscina aquecida”.

 

Choque saudável

Thiago Grandini Cebollini, diretor de comunicação do tradicional Balneário Maria

José, um spa urbano masculino de ambiente familiar e fundado há quase cinco décadas pelo seu avô no bairro do Bom Retiro, centro da cidade de São Paulo, conta que quase a totalidade de seus clientes opta pela sauna associada à piscina. “O choque térmico concretiza a sensação de relaxamento dos músculos. É parte da tradição do ritual da sauna. Os clientes fazem isso principalmente quando chegam, até para aliviar a tensão, e repetem duas vezes ou mais, com intervalo de tempo para a normalização da temperatura do corpo”, explica enfatizando que a recomendação é para que os frequentadores tenham bom senso e respeitem o seu limite, para não prejudicar a saúde.

A casa de banho recebe cerca de 1.500 usuários mensalmente e indica a sauna a vapor

(Com eucalipto e diversas ervas medicinais, como arruda, erva cidreira, alfavaca e outras) para limpeza dos poros da pele, eliminação de impurezas e toxinas. E ainda para alívio de congestionamento, inflamação, tosse, resfriados e doenças respiratórias.

Essa versão mantém a temperatura média de 50 °C e umidade ao redor de 95%.

Já a seca tem temperatura aproximada de 70 °C e umidade de 10%, é aquecida pela irradiação de calor de uma serpentina de cobre (alimentada por duas caldeiras a lenha) e indicada para relaxamento, reumatismo, dor ciática, artrite, nevralgias e gota. A terceira opção é a Finlandesa (temperatura de 55 °C e umidade de 50%), onde o calor é obtido pelo movimento de água quente derramada sobre pedras aquecidas em forno a lenha artesanal. Possuí ação relaxante, desintoxicam-te, melhora a circulação sanguínea e renova as energias.

Impressão dos fabricantes

A Impercap produz quatro tipos de sauna: seca, a vapor, semiúmida e a úmida (relançada recentemente a gás, em aço inoxidável e de longa vida). São movidas a painel de controle que vem pronto para a automação, facilita o manuseio e garante a segurança. Além de atuar no mercado nacional, a empresa mira no Exterior.

Tem uma loja em Punta del Leste (Uruguai), já vendeu para a Itália e está fechando pedidos em Bogotá (Colômbia). Sérgio Olímpio de Moraes, diretor da empresa, explica que o sistema conta com timer de programação de cinco horas, avisa quando termina a água e desliga automaticamente, se acabar a energia ou houver risco de vazamento de gás (neste caso chega a acionar até uma sirene de alerta).

O empresário explica que a maior procura é por sauna úmida, seguida da versão a vapor. Mas, na sua avaliação, a semiúmida oferece a melhor relação “custo x benefício” para o cliente. “Ela provoca uma sensação agradável, de combinação de quente e úmido, como se a pessoa estivesse no coração da selva Amazônica”, compara.

Sérgio garante que a sauna atualmente é encontrada no mercado a preço acessível, em torno de 2 mil reais, o que estimula a aquisição. “Ela custa metade do preço de um celular. E o povo, independentemente do poder econômico, sabe dos benefícios da sauna e, se puder, compra. Tanto é que as vendas estão mais expressivas nos últimos

10 anos”, diz lembrando que casas (de alto padrão) já contam com as duas versões: úmida e seca.

Eduardo Luiz Telles de Oliveira, proprietário da Marol Piscinas & Lazer, constrói e comercializa saunas a vapor (de azulejo) e seca (de madeira). No seu entendimento, as escolhas são pessoais e têm, como principal objetivo, promover o relaxamento. “Quem procura sauna busca bem-estar, reduzir o estresse e até para aquecer o corpo no inverno.

A maioria são homens a partir de 35 anos, uma vez que está associado a um hábito masculino. Eu mesmo acompanhava meu pai, quando garoto, e até recentemente eu tinha em casa com ducha fria. Mas para isso a pessoa precisa estar bem”.

Ele lembra que existe um protocolo de construção que estabelece que a porta da sauna deve sempre abrir para fora, como forma de segurança para quem passa mal e busca ajuda.

Fonte: Revista ANAPP Edição 138

Author: admin

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