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Piscina sem riscos

Postado em 4 de julho de 2018 | 0 comentários

Terceira idade cresce no País e equipamentos seguros são importantes para garantir acessibilidade e ajudar a evitar acidentes

Por Sergio Kapustan

Com o objetivo de prevenir e tratar doenças, médicos e fisioterapeutas recomendam aos idosos frequentar piscinas para atividades físicas e esportivas.

Rampas, escadas, corrimãos, degraus submersos e elevadores são alguns dos equipamentos exigidos para garantir a acessibilidade e segurança.

Estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra uma “virada” no perfil da população brasileira em 2030, quando o porcentual de pessoas com 60 anos de idade ou mais vai ultrapassar o de crianças de 0 a 14 anos. Segundo estimativa do instituto, os idosos chegarão a 41,5% (18% da população) e as crianças a 39,2% (17,6%).

Instituição que recebe esse tipo de público, o Sesc de São Paulo possui 30 unidades com parques aquáticos, com 86 piscinas. Só em 2017 cerca de três milhões de pessoas frequentaram as instalações espalhadas no Estado.

O Sesc SP informa que as piscinas são prioritariamente recreativas e oferecem cursos de hidroginástica (maior procura de terceira idade) e práticas aquáticas, além de aulas abertas, jogos e eventos públicos.

Para atender o público idoso, segundo o Sesc, as instalações possuem piso antiderrapante, corrimão, sinalização e iluminação, entre outros equipamentos. A acessibilidade e o uso dos vestiários, solários e áreas circundantes contam com mobiliário em conformidade com as necessidades ergonômicas. O tanque da piscina, por exemplo, pode ser acessado pelo elevador e rampas de transferência. Integração de serviços

De olho no potencial do mercado nos próximos anos, o setor de piscinas se dedica a estudar as normas de segurança, elaboradas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), acompanhar a legislação em vigor no País e fazer investimentos em tecnologia.

Há quase 50 anos no mercado, a Epex, com sede em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se destaca por projetar mais de 200 mil sistemas de filtração para piscinas residenciais e coletivas A indústria é especializada em projetos hidráulicos, equipamentos (filtros e bombas) e acessórios (bocal, peneira, ralo e grades, entre outros). Um dos produtos mais conhecidos é o ralo de fundo antiturbilhão ou anti-aprisionamento, que quebra os vórtex (redemoinhos que se formam na sucção), evitando que pessoas e objetos fiquem presos.

Também conhecidos como drenos de fundo, os ralos têm a função de fazer com que a água proveniente da piscina chegue até a filtração. Eles são uma fonte de risco à segurança se forem mal dimensionados ou apresentarem defeitos. A Epex lembra que cada piscina deve ter dois ralos, pois caso um seja obstruído, o sistema continuará fluindo através do outro. O gerente de controle da empresa, José Silva, acrescenta que a Epex comercializa também um botão manual, com a sugestão de ser instalado próximo da piscina e do salva-vidas, em lugar visível e com palavras de aviso–“Emergência Piscina”–que desligará o sistema de filtração quando houver um problema, como um pedido de socorro.

José Silva explica que o “botão de socorro”, quando acionado interrompe a alimentação de energia elétrica para a casa de máquinas da piscina. “A indústria precisará trabalhar em rede, trocando informações e experiências, porque o perfil da população brasileira está mudando de forma rápida. No caso específico da terceira idade, será fundamental oferecer produtos de acordo com as normas vigentes no País”, reforça o gerente da Epex. Prevenção é o melhor caminho Conforme a ABNT, a legislação referente à acessibilidade e à segurança está prevista na norma NBR 10.339, na Lei 10.098/00 e no Decreto 5296/04.A associação reforça que a piscina acessível beneficia principalmente pessoas com diferentes limitações, dificuldades de locomoção e compreensão de espaço.

Entre os itens que garantem o uso da piscina sem perigo de acidentes estão: escada submersa (com dimensões específicas) ou rampa submersa; pisos antiderrapantes (no interior e no entorno da piscina), profundidade (entre 1,20 e 1,40 metros) para o usuário ficar em pé. Caso a piscina tenha profundidades diferentes, é importante fazer a sinalização. Outra medida preventiva é ter elevadores com acesso direto à piscina.

O item corrimão não pode ser esquecido: é obrigatório nos dois lados da piscina para garantir o acesso com segurança e equilíbrio. Outra dica é sempre prestar atenção em azulejos, escadas e pisos quebrados. Eles podem causar cortes e machucados.

Fonte: Revista ANAPP Edição 138

Author: admin

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