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O que fazer após a chuva?

Postado em 17 de maio de 2018 | 0 comentários

Especialistas recomendam tratamento preventivo e, passada a tempestade, a avaliação imediata da água e a limpeza.

Elas chegam forte, muitas acompanhadas de ventos fortes e capazes de arrastar, em segundos, todo tipo de sujeira para dentro das piscinas, como insetos, folhas e terra.

São as chuvas de verão, que podem contaminar a água, deixá-la turva ou verde (em razão da concentração de algas, cianobactérias que surgem quando não há o cloro residual livre para fazer a proteção) e colocar em risco a segurança dos banhistas.

Como não há condição de controlar as intempéries da natureza, especialistas consideram fundamental a avaliação e a limpeza da piscina assim que a chuva passar. Isso porque a tempestade pode alterar os parâmetros considerados ideais da água – de alcalinidade entre 80 e 120 ppm (partícula por milhão) e pH entre 7 e 7,6 – e provocar uma rápida eliminação do cloro residual livre.

Junior Galinari, gerente de marketing e vendas da Hidroall do Brasil, explica que a poluição gerada pela queima de combustível dos automóveis e das indústrias nas grandes cidades provoca a chuva ácida (de pH entre 2 e 5ppm), reduzindo o pH da piscina rapidamente.

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E como a precipitação da chuva ocorre normalmente no fim de tarde, quando a piscina já foi bastante utilizada e está com grande carga de matéria orgânica, além do pH reduzido, é “muito comum” que a água fique verde, avalia. “É preciso considerar que a chuva também arrasta fuligem e algas que estão em suspensão, alterando não só os parâmetros, mas também o aspecto físico da água”, observa.

O especialista recomenda, como medida preventiva, para antes e depois da tempestade, além da análise da água, a aplicação de algicida de manutenção (e assim evitar o desenvolvimento de algas. E após o uso intenso da piscina ou quando a água estiver oleosa, o uso do oxidante e do clarificante, este último semanalmente, para manter a água cristalina.

Nos casos em que a água fica verde, Galinari indica o algicida de choque e o clarificante, e ainda a escovação das paredes e do fundo da piscina. E, após a decantação, a aspiração. “Se a água estiver turva, utilize o oxidante, que eliminará a matéria orgânica e a gordura deixada ali pelo uso de protetor solar”, destaca ao acrescentar que, depois das respectivas correções, é preciso realizar a cloração da água e manter o residual entre 1 e 3ppm, garantindo a desinfecção e segurança dos banhistas.

Ricardo Crepaldi, membro das comissões de meio ambiente e de ensino superior do Conselho Regional de Química – IV Região, alerta para a necessidade de manter tratamento sistemático e preventivo da piscina, bem como mantê-la coberta (com lona e não deixar a formação de barriga, para não formar poças) quando não será usada por longo período, para evitar que caia sujeira, material orgânico e que venha se tornar também um foco do aedes aegypti. “Quem usa o aquecimento solar na piscina precisa ficar mais atento se a água está protegida, uma vez que o calor consome mais cloro”.

O especialista ressalta a importância de adotar esses cuidados que protegem também a vizinhança. Crepaldi destaca que as piscinas de uso coletivo precisam ter um profissional responsável, com CRQ, para acompanhar o tratamento da água.

Fonte: Revista Anapp Edição 137

Author: admin

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