07/04/2021

O que fazer ao encontrar um animal morto na piscina?


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Infelizmente, é bastante comum encontrar um animal morto na piscina. Insetos, ratos, cobras, sapos e até pássaros são frequentemente achados boiando na superfície da água e é sempre uma experiência ruim encontrá-los. Quando isso acontece, não tem jeito: automaticamente, os moradores ficam assustados e, tampouco, sabem o que fazer para resolver o cenário. 

Afinal, será que basta retirar o animal da água para que o local continue próprio para banho? Ou existem outros cuidados que devem ser seguidos para evitar a contaminação e, consequentemente, doenças diversas? Realmente, as dúvidas são inúmeras e podem atingir qualquer um, especialmente, quem ainda é inexperiente no assunto. 

As razões para que um animal apareça morto na piscina

Apesar de ser uma situação bastante desconfortável, não é raro encontrar um animal morto na piscina. Isso pode acontecer, principalmente, quando a residência está localizada perto de amplos jardins, locais com muitas árvores ou matas fechadas. Nesses espaços, o índice de diferentes espécies é grande e, logo, esses seres podem fugir e cair na água da sua área externa. 

Por essa razão, é importante tomar alguns cuidados para que a situação não seja frequente. O principal deles é colocar uma capa de proteção para cobrir a área. Com esse acessório, será possível impedir que os animais entrem na água e, consequentemente, se afoguem. É importante que esta capa de proteção esteja de acordo com a recomendação da ABNT NBR 10339:2018.

Além disso, a capa de proteção é essencial para proteger a piscina contra uma série de fatores naturais. Esse é o caso do barro e da poeira, mas principalmente, de folhas, galhos e todo tipo de resíduo que chega com o vento e a chuva forte.

Porém, não se iluda: mesmo com toda proteção, caso algum animal entre no espaço será preciso tomar algumas precauções para garantir que a qualidade da água permaneça em dia. 

O que fazer quando encontrar um animal morto na piscina

Você acabou de encontrar um animal morto na piscina e não sabe como lidar com a situação? Muita calma! Nesse caso, a solução é seguir um “tratamento de choque”.

Basicamente, o procedimento serve para esterilizar completamente o local, evitando que haja contaminações capazes de prejudicar a saúde dos banhistas. Confira o passo a passo que preparamos. 

  1. comece removendo o animal morto da piscina. Em seguida, utilize um pouco de cloro granulado. A medida pode variar de acordo com cada fabricante de produtos químicos, mas em sua maioria recomendam 15g para cada 1m³ de água. Essa etapa pode ser realizada em um balde de plástico; 
  2. feito isso, acrescente a mistura na piscina e deixe que a mesma recircule por 2 horas, no mínimo; 
  3. depois, dissolva uma quantidade de sulfato de alumínio em um balde com água. A medida é de 40g para cada 1m³; 
  4. despeje a mistura na água e deixe a mesma circular por meia hora; 
  5. com tudo pronto, não deixe de ajustar o pH da água; 
  6. outra medida, é manter a água parada por, em média, 24 horas. Essa fase é essencial para promover a decantação; 
  7. assim que finalizar, aspire muito bem o fundo da piscina, sempre com o filtro em posição “drenar”; 
  8. se achar necessário, vale repetir o processo de decantação, utilizando o sulfato de alumínio;
  9. O procedimento acima também deve ser realizado em piscinas que utilizem sistemas automatizados e sistemas de tratamento alternativo (ozônio, UV, gerador de cloro e etc). 

A piscina deve ser esvaziada?

Em casos de animal morto na piscina, muitas pessoas acreditam, de maneira equivocada, que o local deve ser esvaziado. Nada disso! Como foi dito, o primeiro passo é remover o animal do ambiente, sempre utilizando os equipamentos corretos para se prevenir contra alguma contaminação. 

É importante jamais esvaziar o local. Isso porque, tal medida pode não somente promover um grande desperdício de água, como prejudicar o seu bolso, já que toda a estrutura deverá ser enchida novamente. 

Não termina por aí. Quando trocamos a água nessas circunstâncias, corremos o risco de rachar as paredes da piscina. Nas versões de azulejo, por exemplo, é comum surgir fissuras e trincas; enquanto isso, os modelos de vinil podem ficar enrugados e os de fibra, apresentam rachaduras e estufamento. 

Antes de finalizar, lembre-se de sempre manter a água da sua piscina em dia. Faça vistorias frequentes, higienize a área semanalmente.

 

Fonte:poolrescue.com.br