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Invasores indesejados

Postado em 6 de junho de 2018 | 0 comentários

Saiba como mantê-los longe da sua piscina

Por Mauro Boimel

Uma piscina linda, bem cuidada, de água cristalina e convidativa aos usuá­rios, exige cuidados no tratamento da água, tanto o físico como o químico que devem ser colocados em prática com frequên­cia. Alguns elementos físicos, prejudicam todo o sistema de cuidados da água. Onde há uma pisci­na, deve haver um piscineiro atento ao “check list” de tratamento da água e conservação dos equipa­mentos da piscina.

De acordo com Adelino Angelo Oliveira da Nau­tilus, empresa especializada no desenvolvimento, fabricação e comercialização de equipamentos para piscinas e spas, “uma piscina bem tratada mantém a água sempre saudável, ou seja, prote­ge o usuário e garante o seu bem-estar. Por isso, é importante respeitar os processos de limpeza, de acordo com as condições da piscina: tamanho, uti­lização, condições climáticas, etc.

Os chamados “invasores”, são elementos ex­ternos, trazidos pelos próprios usuários, como por exemplo o suor, cremes, protetores e etc, ou ainda outras impurezas devido à falta de conservação do entorno ou até mesmo pelas más condições do tempo. A frequência das chuvas e a intensidade dos ventos, podem ser determinantes nesse senti­do. Dependendo das condições climáticas, muitas impurezas podem ser levadas para dentro da pisci­na, misturando-se à água tratada e contaminando -a. Segundo Adelino, “elementos externos trazidos por ventos e tempestades, como folhas e galhos, além de insetos e outros contaminantes, preju­dicam a manutenção da piscina, caso não sejam tomados os devidos cuidados. Por isso, é sempre importante manter o entorno do espaço limpo e organizado”.

Outro item essencial para manter esses elementos trazidos pelo mau tempo, longe da água da piscina, é a capa protetora. Desde que esteja sempre bem cuidada e devidamente co­locada, mantém o cloro por mais tempo e, cria um isolamento para o meio externo. “Caso você opte pela utilização de capas, na hora de tirá-las para fazer o tratamento químico, é im­portante estar atento para que a água parada não se misture e contamine a da piscina. Cuide para mantê-la sempre bem esticada de modo a evitar a formação de poças, já que água parada representa um possível foco para os mosquitos transmissores de doenças”, alerta Adelino.

No momento da limpeza, é importante reti­rar toda a sujeira antes de iniciar o processo de filtragem para que nenhum elemento bloqueie ou prejudique o equipamento de filtragem. Se a sujeira causar um entupimento da bomba, é necessário fazer a limpeza do recipiente de pré-filtro, sempre lembrando que é importante desligar o sistema de filtração e fechar os regis­tros antes de abrir o compartimento do pré-fil­tro “A limpeza física da piscina, por meio dos processos de filtração, aspiração, escovação e peneiração, é essencial para evitar que esses detritos avancem até a motobomba, causando problemas ao bom funcionamento da piscina”, avisa Adelino. A aspiração por exemplo, é fun­damental em piscinas que ficam muito próxi­mas da praia, pois normalmente os usuários levam batante areia para dentro da piscina. Po­de-se usar um decantador e aguardar 12 horas para iniciar a aspiração.

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Aquela ducha ao lado da piscina, que mui­tas vezes os usuários passam batido por ela, sem dar a devida atenção, é parte fundamental para o equilíbrio químico da água. A sujeira contida no corpo, o suor, condicionadores de cabelo, terra ou areia, são descartadas quando o usuário toma uma bela chuveirada antes do mergulho. “Passar pela ducha antes de se divertir na piscina também é muito importante para manter a salubridade da água, pois evita que os banhistas tragam substân­cias diversas para ela”, afirma Adelino. Apesar de deixar muitos resíduos de gordura na água, sabe­mos da importância dos protetores solares para a saúde dos usuários, principalmente em épocas do ano em que a incidência dos raios solares é maior e a frequência nas piscinas também aumenta. Por isso, continua Adelino. “Com o tratamento corre­to, resíduos de produtos como o protetor solar ou mesmo a gordura da própria pele são eliminados. Portanto, o uso do protetor solar deve ser sempre incentivado e, aliado à manutenção adequada da piscina, não interfere na qualidade da água.

O tratamento físico requer algumas etapas como limpeza e conservação do entorno, captar a sujeira da superfície da água, escovação, aspiração, para só então partir para o processo químico de tra­tamento da água. Este, é essencial para eliminar os intrusos invisíveis e indesejados na água da piscina.

Ao mergulhar, muitas vezes o usuário não observa por completo as condições da qua­lidade dos cuidados da piscina, como man­chas nas bordas e revestimento, água turva, esverdeada ou com espuma, entre outros. Neste ponto é que temos a dimensão da im­portância de um profissional experiente e confiável, responsável pelos cuidados com a piscina durante o ano todo, avaliando, en­contrando as melhores soluções, purificando e protegendo a piscina.

“Caso a água da piscina não esteja limpa, saudável e sanitizada, tratada química e fisi­camente, substâncias trazidas no corpo pelos banhistas podem contaminar a água”, afirma Adelino. Se ela não for tratada corretamente, pode provocar várias doenças como diarreias, doenças de pele, entre outras. Por isso, é neces­sário observar os parâmetros químico e físicos de cuidados. É preciso manter o PH da água dentro dos padrões recomendados, utilizar de forma apropriada o cloro para que não haja desequilíbrio, aparecimento de algas e bacté­rias e todos os processos adicionais para que a piscina continue sendo significado de alegria, saúde, diversão e entretenimento.

 Fonte: Revista ANAPP Edição134

 

Author: admin

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