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Estimular natação garante a segurança de crianças

Postado em 19 de setembro de 2018 | 0 comentários

Profissionais explicam que a partir de dois meses os pequenos já podem iniciar a estimulação aquática, bem como ter a noção do perigo

Barra Mansa – Conforme divulgado pelo Boletim 2018 da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 52% das mortes por afogamento de crianças, até os 9 anos, acontece na piscina de casa. Além disso, o documento também aponta que o afogamento é a segunda maior causa de óbito até os quatro anos.
Com a aproximação da Primavera, com dias mais quentes e propícios a banho de mar e piscinas, o alerta de profissionais da área de Educação Física é para que os pais, o quanto mais cedo puderem, estimulem as crianças à natação como forma de garantir aos pequenos noções de segurança aquática.
De acordo com professores de natação, a experiência das crianças com a natação ajuda a tratar o medo de entrar na água desde cedo e, prova disso, é que a orientação é a de que crianças a partir dos dois meses de vida já podem iniciar as aulas. Proprietária de uma escola de natação especializada em psicomotricidade aquática, a professora de Educação Física, Nívea Ferreira Alves, trabalha há mais 20 anos com crianças. De acordo com ela, o diferencial da criança que faz natação é que, além dela aprender os quatro, estilos ela aprende também os nados de sobrevivência e tem a experiência de estar no meio líquido, sabendo que ali é um lugar de risco.
Conforme explica Nívea, ao colocar uma criança bem pequena na natação faz com que ela tenha a noção do perigo justamente pelo fato de passarem por experiências aquáticas como, por exemplo: saber que a mãe está ali para dar segurança, saber fazer pausa respiratória e consequentemente as habilidades respiratória, além de ter a consciência de que não pode pular de cabeça em águas rasas.
“É importante ressaltar que aulas de natação salvam vidas e que, hoje, o afogamento é a segunda causa de acidentes no Brasil. Mas, além da segurança aquática, a natação também garante benefício como o desenvolvimento motor e neurológico, socialização, melhora do sono e, até mesmo, na alimentação dos pequenos”, destacou a professora.
Importante investir na prevenção
De acordo com Nívea, com a aproximação da Primavera/Verão, é muito comum que o pais procurarem áreas de lazer que tenha piscinas, praias e cachoeira. Esse período, segundo ela, é também uma oportunidade para matricular as crianças na natação onde, a piscomotricidade aplicada nas aulas segue três pilares: afetivo, cognitivo e motor.
– As crianças que começam cedo na natação aprendem que só podem entrar pela parte rasa de uma piscina, que só podem pular na parte funda, elas aprendem a se sustentar na borda e a nunca entrarem em algum local para nadar sem a permissão de um adulto. Isso tudo é importante, mas vale lembrar que prevenção ao afogamento inclui, além da criança já está frequentando a natação, cem por cento de atenção por parte dos pais ou responsáveis”, alerta a professora
Ainda conforme acrescenta Nívea, outras medidas também devem ser levadas em consideração quando o assunto é a prevenção a afogamentos como, por exemplo, priorizar piscinas com ralos ante sucção, locais que tenham salva vidas presente e com acesso restrito a piscinas. Segundo ela, quem está ao redor de crianças em psicinas também deve saber como agir em um caso de urgência e tomar cuidados necessários.
“Um dica é nunca deixar brinquedos ou objetos que sejam atrativos a beira a piscina, pois isso pode atrair as crianças a caírem na água. As crianças que não fazem natação pulam, justamente, pelo fato de não terem a noção do risco. Já as que fazem as aulas não pulam porque tem noções de segurança”, concluiu a professora.

Cuidados na praia

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Já o professor de natação, Marcelo Oliveira, destaca que além das piscinas, com a chegada de dias mais quentes os pais também devem redobrar a atenção com as crianças durante os passeios à praia, onde os acidentes com afogamento se tornam ainda mais perigosos.
Por isso, segundo ele, mesmo que as crianças já sejam mais velhas e saibam nadar é fundamental que sempre haja um adulto por perto. Proteger as crianças com coletes salva-vidas também é uma alternativa, segundo ele.
“A extensão do mar é infinitamente maior do que as piscinas e os cuidados com as crianças e adolescentes, na praia, devem ser redobrados. Não se deve deixar os pequenos se afastarem muito da faixa de areia, uma vez que o mar pode camuflar perigos como profundidade e forte correnteza. É muito comum vermos as crianças brincando, se divertindo na praia, mas elas precisam ter a consciência de até onde podem ir dentre do mar”, orientou o professor.
A cabeleireira Leiliane da Silva Cruz é mãe do João Gabriel da Silva Moreira, de 9 anos, que desde os sete frequenta aulas de natação. A princípio ela matriculou o filho como forma de estimulo a alguma atividade física e também para ajudar no combate a problemas respiratórios e no controle do colesterol. Hoje, no entanto, ela percebe que as aulas também contribuíram para que João Gabriel se sentisse mais seguro na piscina.
“Ele já sabe nadar bem, considerando que não tinha nenhuma noção. Mas, percebi que pelo fato de saber ele já fica mais abusado quando está na piscina e, por isso, eu fico sempre de olho, mesmo ele sabendo nadar. A piscina é mais tranquila, mas confesso que na praia ainda não fico totalmente segura em deixar ele sozinho, sem que esteja por perto”, disse Leiliane.

Fonte: diariodovale.com.br

 

Author: admin

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