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Cuidados com lesões traumáticas

Postado em 10 de setembro de 2015 | 0 comentários

Um dos motivos de grande preocupação refere-se ao mergulho, quer da borda da piscina, quer de trampolim ou da plataforma de mergulho.

Apesar do número relativamente pequeno de acidentes, quando esses ocorrem podem causar a paraplegia (paralisia das pernas) ou a tetraplegia (paralisia das pernas e dos braços), que ocorre quando há fratura da coluna vertebral, principalmente na altura do pescoço, causando lesão da medula espinhal, responsável pela transmissão de ordens do cérebro para as outras partes do corpo.

 

Estatísticas

Estatísticas indicam que 75% dos acidentes de mergulho ocorrem em lagos, rios e mar, e 25% em piscinas, dos quais apenas 10% resultam do uso de trampolins e 90% resultam de queda de escadas ou bordas, mergulho da borda com queda em cima de banhistas. 90% das vítimas de lesão medular por mergulho têm idade entre 10 e 25 anos. O grupo de coluna do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo afirma que o mergulho em águas rasas é a quarta causa de lesão medular em nosso país, mas assume a segunda colocação durante os meses de verão. A cada semana cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ao bater a cabeça durante mergulhos. Dos 800 casos de fratura da coluna vertebral devido ao mergulho, 66% resultam em dano neurológico.

 

Fatores de Contribuição

Os fatores a seguir mencionados são alguns dos responsáveis por acidentes oriundos de mergulho

  • Mergulho numa piscina rasa ou na parte rasa
  • Mergulho numa piscina de profundidade não conhecida
  • Mergulho feito de maneira imprópria
  • Salto ou mergulho feito de cima de árvores, balcões ou outras estruturas
  • Falta de supervisão
  • Falta de sinalização
  • Mergulho quando se está alcoolizado

 

Ações Preventivas

  • Conscientizar os usuários dos perigos do mergulho
  • Educação precoce, de preferência nas escolas, sobre os perigos e os procedimentos seguros de mergulho
  • Marcações de profundidade nas paredes da piscina ou em suas proximidades
  • Acesso fácil ao serviço de emergência em caso de acidente
  • Supervisão dos salva-vidas no caso de piscinas públicas ou semipúblicas
  • Restrições ao uso de álcool

 

Considerações Finais

Apesar do pequeno número de acidentes com lesões traumáticas ocorrer em piscinas, deve-se evitar o uso de trampolins, quer em piscinas residenciais, quer em públicas. O uso de trampolins ou de plataformas de salto deve estar condicionado a piscinas específicas para esta finalidade e sempre sob a supervisão de técnicos especializados.

 

Brincadeiras perigosas na piscina ou suas adjacências

Os adolescentes são os mais afetados, tanto pela prática de brincadeiras perigosas como pelos escorregões, ocasionados pelas brincadeiras. Os casos mais graves levam a problemas de coluna, problemas cerebrais e traumatismos cranianos.

 

Piscinas com grande afluxo de usuários

Piscinas com grande afluxo de usuários, principalmente de adolescentes, aliado a uma baixa supervisão podem ser causa de acidentes. Veja a seguir tipos de piscinas e condições que podem levar a situações perigosas:

  • Parques aquáticos
  • Piscinas com ondas
  • Ausência de salva-vidas ou salva-vidas mal treinados
  • Limite do número máximo de usuários ultrapassado (piscinas superlotadas)
  • Sujeira no deck da piscina
  • Materiais de vidro no deck ou na piscina
  • Material de primeiros socorros inadequado, em mau estado de funcionamento e longe da piscina

 

Autor: Nilson Maierá

Author: admin

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