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O Aquecimento Solar no Brasil

Postado em 13 de agosto de 2014 | 0 comentários

Em 1973, os países árabes organizados na OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentaram o preço do petróleo em 300%, mostrando o quanto éramos dependentes dos combustíveis fósseis.

Com esta primeira crise, iniciou-se no Brasil a fabricação dos primeiros aquecedores solares. Os coletores fabricados nesta época ainda eram feitos de maneira artesanal, com cobertura transparente de vidro, tipo canelado mas já com materiais nobres como o alumínio e o cobre. Os reservatórios térmicos eram, na sua maioria, construídos com chapa de aço galvanizado.

Na década de 80, pudemos observar o nascimento de empresas com investimentos em P&D e em linhas de produção, com reflexo na melhoria da qualidade dos produtos. Os reservatórios térmicos passaram a ser fabricados em aço inoxidável ou cobre para as partes em contato com a água. Nessa época também foram executadas as primeiras normas da ABNT para o setor.

Em 1996, iniciou-se a certificação dos coletores solares de forma voluntária, graças à iniciativa de alguns fabricantes que aderiram ao PBE – Programa Brasileiro de Etiquetagem do INMETRO – e em 1998, os testes de segurança, performance e qualidade.

A partir do ano 2000, houve um crescimento substancial no mercado de coletores abertos, fabricados em termoplástico, para o aquecimento de piscinas, o que propiciou aumento das vendas de produtos saneantes e acessórios uma vez que, quando aquecidas, as piscinas eram utilizadas por mais meses durante o ano.

De julho de 2001 a setembro de 2002, com a crise do “apagão”, houve um pico na demanda por aquecedores solares, o que atraiu várias empresas para o setor, mas com a regularização na geração de energia, o mercado estabilizou-se.

A partir daí, as empresas investiram cada vez mais na qualidade dos produtos e tecnologias de fabricação, com sensível redução nos preços dos sistemas, conseguidos por meio da economia de escala.

Projetos de casas populares do CDHU, “Eficiência energética” e “Minha Casa Minha Vida”, foram decisivos na disseminação da tecnologia do aquecedor solar para todas as classes sociais.

Atualmente, podemos encontrar sistemas de aquecimento solar com qualidade e eficiência de nível mundial, com as aletas dos coletores soldadas por ultrassom, sistemas para locais com temperaturas abaixo de zero e reservatórios resistentes a águas alcalinas.

Quanto à aplicação, o mercado também cresceu, sendo o aquecedor solar utilizado amplamente no setor residencial, comercial, industrial e em processos além de, como informado acima, instalações de interesse social.

Na figura 1, abaixo, podemos observar a evolução do mercado de aquecimento solar no Brasil. Podemos notar também o pico na demanda por aquecedores solares em 2001, volume novamente atingido somente 5 anos depois, em 2006.

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Fonte: Dasol

Todo este avanço de mercado e tecnológico posicionou o Brasil como 6º colocado em coletores solares (aplicação banho e piscina) e 3º lugar em coletores abertos (aplicação piscina), como podemos observar nas figuras 2 e 3 a seguir.

Capacidade instalada de coletores  Fonte: Solar Heat Worldwide - 201

Capacidade instalada de coletores
Fonte: Solar Heat Worldwide – 201

Em julho de 2012, o INMETRO tornou compulsória a certificação para equipamentos de aquecimento solar de água, fabricados, importados ou comercializados no mercado nacional, fazendo com que, a partir de 10/07/2014, a fabricação e importação destes produtos somente será autorizada se estiverem certificados e registrados no INMETRO. Mais informações em www.certificasol.com.br.

Capacidade instalada de coletores abertos Fonte: Solar Heat Worldwide - 2010

Capacidade instalada de coletores abertos
Fonte: Solar Heat Worldwide – 2010

Oscar de Mattos é formado em física pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC e MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo – ESPM. Mattos está há mais de 25 anos no mercado de aquecimento solar, é fundador da Heliotek e CEO da Inosolar.

Author: admin

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